Mãe…o que é isso da reencarnação?

No outimage003ro dia durante uma viagem de carro entre a minha casa e a dos meus pais, que sem trânsito demora os seus 20 minutos, o meu filho mais velho decidiu questionar-me sobre estas coisas de quando se morre o que acontece.

Cada vez mais acho que devemos explicar as coisas como elas são sempre dentro dos seus limites de conhecimento e aceitação, isto para não criar mais dúvidas ou até medos infundados apenas fruto de uma maturidade ainda em crescimento.

Ele já teve em tempos oportunidade de aprender num grupo espirita juvenil os conceitos de desencarne e encarnar, e encarou tudo com perfeita normalidade. Ao início fez-me um pouco de confusão uma criança com 7 anos abordar todos estes temas com esta naturalidade, mas depois vendo bem, eu sempre fui assim e esta criança que tenho a meu lado, é também um ser espiritual no seu caminho evolutivo.

A conversa começou por ele me questionar se alguém da minha família já tinha morrido, eu expliquei que sim e que eles também eram seus familiares.

Tiago: E para onde vão as pessoas quando morrem?

Mãe: Para o céu! Depois voltam e encarnam num outro corpo e têm uma nova vida para poderem continuar a aprender e a tornarem-se pessoas melhores.

Tiago: Mas eu vou ter outro corpo?

Mãe: Sim! Mas também terás outra vida e outra família!

Tiago: Oh não vou ter outra mãe!

Depois ficou a refletir nisto tudo durante algum tempo. Era muita informação nova para processar.

Tiago: Então quando eu morrer volto outra vez?

Mãe: Sim! Até ser necessário.

Tiago: Então quer dizer que as pessoas nunca morrem?

Mãe: Sim!

Tiago: Possas ainda bem. assim já sei que não morro!

Ficou contente com esta descoberta, ainda me disse que na próxima vida quer encarnar como alguém mais inteligente, o que me surpreendeu pois pensei que ir dizer como jogador da bola!

Esta forma a forma simples de dizer ao meu filho como acredito que as coisas se processam. Não sei se alguma vez se debruçaram sobre este tema com o vosso, pois falar da morte com as crianças ainda não é assunto fácil, mas também não precisa de ser tão difícil!

Muita Luz

Aisha

As minhas 7 dicas para mudar…sempre para melhor!

1 – Faça tudo de forma diferente: como? Se se senta sempre do lado direito do sofá, passe a escolher o esquerdo. Se tudo novo de novoexiste um outro caminho para o trabalho, não use sempre o do costume. Se come sempre a sopa primeiro, coma depois. Isto são apenas exemplos simples para começar a ter força de vontade para fazer as coisas de forma diferente. Vai ver que até é divertido.

2- Arranje o seu mantra de mudança: sempre que vejo que estou a fazer algo ou a pensar da forma que eu pretendo mudar, paro e repito: muda , muda! E logo aí eu tomo uma atitude diferente e acreditem que tem trazido muito de bom com isso. Por isso diga para si as palavras que melhor o farão parar, pensar e agir de forma diferente.

3- Perceba o que pretende mudar e porquê:Porque se sente sozinho? Porque não gosta de se ver ao espelho, porque já chega de só ter sonhos e zero de concretizações? Identificando por onde necessita de começar vai ajudá-lo a traçar novos objetivos de vida que certamente o levarão a caminhos diferentes.

4- Goste de si: ah pois é! Olhe-se no espelho e diga: que linda que estou hoje! Que bonitão que eu sou! Eu sou mesmo bom a escrever, pintar, limpar, amar…tudo! Uma boa dose de autoestima ajuda a colocar as pessoas no caminho certo porque lhe dá uma força extra para que consigam dar o seu primeiro passo para a mudança.

5 – Tenha uma vida saudável: cuide de si! Mesmo que lhe pareça impossível, arranje tempo para o desporto. Corra, vá ao ginásio, estique-se em casa, o importante é mexer! isso termina com o sedentarismo e dá-lhe uma vontade enorme de ir viver a vida! Tenha uma alimentação saudável. Um corpo e mente sãos levam toda a gente a bom porto!

6- Seja grato!: e que tal deixar de se lamentar de uma vez por todas? é porque chove, é porque está sol, é porque está frio…puxa que tempo perdido com conversa que não leva a lado nenhum! Seja grato pelo seu corpo, pela sua família, pela sua vida! Agradeça sempre, à senhora da caixa do supermercado, aos seus filhos, aos pais, aos vizinhos…a quem lhe segura a porta!!!! Gaste a palavra OBRIGADO!

7-Não desista: Como se costuma dizer, Roma e Pavia não se fizeram num dia, por isso não espere que tudo aconyteça de um dia para o outro, mas também nunca irá acontecer a sua mudança interior se desistir logo à primeira porque dá trabalho! Invista em si, não exste ninguém mais merecedor disso que você!

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Muita Luz

Aisha

Desafio 2 semanas

221903_434534043252034_55062948_nDesafio: li algures num texto algo que me deixou com vontade de alinhar! É algo simples, que apenas exige o nosso esforço pessoal em sermos uma versão ainda melhor de nós próprios. O desafio era de durante duas semanas darmos aos outros aquilo que pensamos que eles não nos dão e perceber o quanto vamos receber em retorno. Eu sei que no mundo egocentrista em que vivemos atualmente é complicado por de lado o nosso Ego, mas eu acredito que vamos conseguir um resultado muito mais que satisfatório! Vamos lá!

Muita Luz

 Aisha

A criança que pediu para nascer

Assim que a mulher descobre que terá um filho, um sentimento solene desperta: o de que a ela foi dada uma tarefa muito importante, de que nela se opera uma vontade divina. E assim ela se abre em devoção a esse ser que eshqdefaulttá por vir, renuncia a seus desejos muitas vezes, abre mão de confortos e vaidades. Mas, antes mesmo desse momento, antes mesmo da concepção, a criança já existia como indivíduo no mundo espiritual. Não era visível fisicamente, mas já estava lá. De acordo com Rudolf Steiner, o criador da antroposofia, pode-se dizer que da mesma maneira que o pai e a mãe se preparam, aguardam e sonham com a chegada dessa criança, aquele espírito também se preparou ao escolher seus pais, os que tornarão possível sua vinda e estadia aqui na Terra.

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É costume dizer-se que as crianças não pediram para nascer, mas na minha opinião  este conceito serve apenas  para nos incutir culpa quando somos menos bons para elas, e eu detesto a palavra e a ideia de culpa ou quando os nossos pais parecem não querer responder às nossas expectativas.

Amar uma criança, os nossos filhos principalmente,  a meu ver é uma capacidade inata do ser. No momento do seu nascimento, o elo criado é tão poderoso, que qualquer pai ou mãe podem assegurar com grande certeza que descobrem o verdadeiro significado do amor incondicional em breves segundos!

No entanto, com as pesquisas que tenho feito em  palestras e leituras, cada vez sou mais crente que este elo não nasce  no momento do nascimento ou da conceção, aí  se intensifica,  é sim na esfera espiritual que este ocorre e se forma ainda antes das almas encarnarem novamente para esta aventura que é a vida!

A primeira vez que li algo sobre isto admito que fiquei incrédula. Eu nasci no seio de uma família em que os meus  pais são muito pouco interessados nos meus gostos pessoais, e imaginar que eu os tinha escolhido não fazia sentido nenhum! Então debati-me internamente durante algum tempo sobre esta nova possibilidade. Na altura admito que não tinha maturidade para entender algo tão complexo, mas agora no presente é me tão cheio de significado e lógica que me faz ver o quanto o nosso desenvolvimento pessoal se interliga no desenvolvimento pessoal dos outros. E isso explica tão facilmente as relações familiares e de amizade que temos em cada uma das nossas vidas neste planeta azul.

Reencarnação: é uma crença milenar, presume que a evolução do espírito humano ocorre por vidas sucessivas onde haveria progresso moral, intelectual e espiritual.

Olhar para os nossos filhos e sentir que fomos escolhidos por eles, além de uma enorme alegria no coração, dá-nos uma responsabilidade extra nesta coisa de os amar e educar.

Também nos faz sentir orgulhosos  pensar no quanto devemos estar agradecidos todos os dias por terem desejado fazer parte desta nossa aventura que é a nossa vida, o nosso caminho e o nosso progresso individual.

Cada vez que olhos para os meus filhos me questiono: porquê eu? Mas com tudo o que tenho aprendido sobre mim ao longo destes anos de maternidade, posso pelo menos compreender o contributo deles em mim…ao contrário tem sido mais difícil, mas é estando atenta aos padrões das vidas deles que posso entender onde melhor  me poderei encaixar para contribuir na sua evolução espiritual.

Dizer que não se pediu para nascer, eu acredito que seja uma afirmação bem errada. Quem procura crescer espiritualmente deseja todas as oportunidades que lhe são dadas para voltar a colocar os pés na Terra e cair e levantar-se todas as vezes que ainda lhe forem necessárias.

Dá próxima vez que olhar os seus filhos ou os seus pais, procure entender porque se escolheram…acredito que vai descobrir imensas coisas sobre si!

TOD – Transtorno de Oposição e Desafio – sabe o que é? – 4ª parte

pais-o-que-nao-dizer-aos-filhosOlá amigos, sei que demorei um pouco a terminar esta temática, mas hoje deixo aqui as últimas considerações sobre o TOD.

A verdade é que sei que muita gente nunca tinha ouvido falar neste transtorno, eu inclusive, mas é sempre bom conhecer novas abordagens, novas teorias, e novas soluções quando os mais pequenos são um autêntico desafio.

Eu costumo dizer que o meu filho é um grande desafio…mas na realidade eu acho que qualquer filho representa uma parte desafiante da nossa vida que acaba por ser um desfio connosco mesmos!

Cada criança à sua maneira exige dos pais uma educação baseada no amor e no respeito, e isso é definitivamente um desafio. Ser pai e mãe é saber sermos nós e sabermos ser aquilo de tão importante que somos para eles.

Muita vezes quando olho para o meu filho, sei que para ele sou aquilo que a minha mãe é para mim…e aí cai um peso de responsabilidade emocional!

Vamos ao TOD?

Tratamento:

Se verificar no seu filho um comportamento constante com os sintomas já indicados, procure a ajuda e avaliação de um terapeuta. Com o seu auxilio vão poder criar um quadro onde se enquadre a sua criança e com isso estipular as melhores medidas para que possa ajudar o seu filho da melhor forma.

Certamente que irá apresentar um conjunto de técnicas que ajudaram a mudar alguns comportamentos do seu filho.

Tente fazer a ponte com a escola, falando com professores de modo a que o seu filho rebelde. comece a ser encarado como uma criança que necessita de uma abordagem pedagógica diferente.

Uma boa técnica para ajudar os seus filhos, é com quadros de objetivos.

Regras para lidar com estas crianças:

–    FALE DE PERTO COM A CRIANÇA
–    REGRAS DEVEM SER SIMPLES E AS ORDENS CLARAS
–    PEÇA À CRIANÇA PARA REPETIR AS ORDENSrecompensa
–    NUNCA ORDENE EM FORMA DE PERGUNTA
–    NÃO DÊ ESPAÇO PARA UMA NEGATIVA
–    NÃO CONVERSE NA HORA DA RAIVA
–    ELOGIO E RECOMPENSA SÃO SEMPRE MAIS ADEQUADOS QUE A PUNIÇÃO PARA MODIFICAR COMPORTAMENTOS, MAS ISTO DEVE SER PLANEJADO COM ORIENTAÇÃO DE UM PROFISSIONAL CAPACITADO.
–    AS RECOMPENSAS NÃO PRECISAM SER MATERIAIS, EXIGINDO GASTOS
–    NÃO TENHA MEDO DE DIZER NÃO
–    TOLERE A FRUSTRAÇÃO DE SEU FILHO
–    REFORCE PEQUENOS AVANÇOS DE COMPORTAMENTOS ADEQUADOS
–    CONCEDA A SEU FILHO O DIREITO DE COMETER ERROS
–    CONCEDA A SI MESMO O DIREITO DE ERRAR E NUNCA DESISTA

 

Leia ainda a 1ª parte , 2ª parte e 3ª parte deste artigo.

 

Muita Luz

TOD – Transtorno de Oposição e Desafio – sabe o que é? – 3ª parte

alienao-parental-1-05Olá amigos, cá estou eu de volta para mais um bocadinho de TOD.

Não se entretanto algum de vocês já pesquisou um pouco sobre este tema e se quer dar a sua opinião! Isso seria tão bem vindo!

Gosto tanto quando participam! Grande parte de quem passa por aqui comenta os artigos pessoalmente ou em mensagens privadas, mas encham-se coragem! Não se esqueçam que por vezes as nossas questões também podem ser as dos outros!

TOD? Sim vamos lá?

Nesta primeira abordagem comecei por identificar os comportamentos que podem sugerir este transtorno. Relembro que quaisquer diagnósticos deverão ser efetuados por um profissional, mas com uma pequena ajuda podemos aprender a identificar algo nos nossos filhos e com isso procurar as melhores opções.

Quando se verifica?

Segundo o que consegui apurar, este transtorno é mais comum entre os 4 e os 12 anos idade e atinge maioritariamente meninos. Costuma-se dizer que os homens se querem porcos e maus? Pois não, eu voto em homens que começam por ser meninos respeitadores, seguros de si e giraços 😉

Meninos ou meninas?

A verdade é que é mais fácil identificar este comportamento nos meninos, pois tornam-se mais agressivos, batendo com mais facilidade que as meninas, tendo comportamentos mais desviantes: fugir de casa, faltar as aulas, roubar 😦

Este comportamento como já foi dito inicialmente tem que ser persistente e demonstrar uma constante agressividade, para não ser confundido com as birras, os nãos e as oposições que são típicas de qualquer criança.

Por isso se o seu filho passa a vida a ir contra as regras de sociedade, bom, se calhar é preciso parar, respirar, pensar, avaliar e decidir. Tudo menos entrar num circulo vicioso de gritos e castigos, que no fundo podem não estar a ajudar ninguém!

O que causa?

site46Nos estudos e casos que se têm verificado, os fatores causais para este transtorno são os fatores ambientais: família, escola, colegas, amigos! E aqui poderíamos desenvolver um tema muito extenso não é verdade?

– ambiente familiar instável – alienação parental, abusos sexuais, violência.

– ambiente escolar instável – bulling, professor agressivo.

Eu acho este assunto muito delicado. Porque é aqui que os pais têm que compreender onde são responsáveis pelo comportamento dos filhos! Eu sei que é difícil assumir responsabilidades, e sei que a maioria dos pais faz de tudo para garantir uma educação feliz e capaz para os seus filhos. Mas a questão é: será que estamos a fazer o correto? Será que estamos a fazer o necessário?

Vamos ficar a pensar nisso por hoje?

 

Entretanto passem por aqui e vejam dicas úteis e boas nisto de ser bom pai e mãe!

 

Leia ainda a 1ª parte e a 2ª parte deste artigo.

 

Muita Luz