Quando a vida é padrasta!

17E porque os pais não têm que ser só biológicos, reservei este artigo para falar um pouco sobre o papel do padrasto na vida e educação de uma criança.

“Um padrasto é um homem casado com uma mulher já com filhos”

Será só isto? Eu acho que não!

O Nuno é padrasto do Tiago quase há 3 anos. O Tiago está prestes a completar os seus 7 anos de idade, por isso a ligação vem desde que ele era ainda mais pequeno, logo os lagos foram-se estreitando e criando cada vez mais uma relação de amizade e carinho fenomenal.

Como foi assumir uma criança que não é tua?

Foi fácil, acho eu… o Tiago tinha acabado de fazer 4 aninhos e como era uma criança tão alegre, divertida e bem disposta penso que me aceitou bem! Com a idade dele só queria muita brincadeira e disponibilidade quase total para ele, é obvio que isso tornou muito mais fácil assumir uma criança que não é minha.

Quais os maiores medos?

Todos e nenhuns! Não sou o pai biológico, não tenho um filho meu, mas o amor que tenho pelo Tiago é enorme é como se fosse meu filho. Não tenho medo que ele diga que eu não sou o pai dele, apesar de nunca me ter dito isso. Tenho medo de não conseguir transmitir os meus sentimentos, o amor e carinho que sinto por ele.

Quais as maiores recompensas?

Aquele abraço… aquele beijo na cara ao de leve ou o beijo na cara molhado, o aparecer na cama de manhã mesmo que seja muito cedo e começar aos pulos em cima de mim!
Agora que está no 1º ano, nesta fase é ouvi-lo a ler, a começar a juntar as letras e palavras a surgirem, é muito reconfortante e desafiador!

Fui eu que o ensinei andar de bicicleta sem as rodinhas, isso é bom.

Como se deve enquadrar a figura do padrasto na vida da criança?

Como um pai… mesmo sabendo que não é biológico. Como um amigo em quem possa confiar, com quem possa desabafar.

Existem ciúmes do pai biológico?

Não. Eu sei que não sou o pai biológico dele, mas estou lá para o apoiar, acarinhar, educar no melhor possível.

Quais são as maiores barreiras?

Eu acho que é o medo e a responsabilidade em educa-lo para a vida. Mostrar-lhe como é o dia-a-dia, sempre no pensamento “será que estou a fazer bem?”, “será que estou a educa-lo corretamente?”, “será que lhe estou a transmitir os melhores valores?”

Como se ama alguém que não é biologicamente nosso.

Ama-se dando carinho, ama-se dando amor, conforto e faz-se isto diariamente e cada vez mais e mais.

Muita LUZ!

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One thought on “Quando a vida é padrasta!

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