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Preciso de ajuda – Marta Esteves

ESCOLA-O-que-pode-estar-a-correr-malBom dia, Tenho um filho quase com 7 anos e ainda ontem voltei a ter reunião com a professora do 1º ano, ele nunca está sentado direito, ou está de lado, ou deitado de barriga para baixo na cadeira, ou descalço, em casa é a mesma coisa, esta postura prejudica-o pois não faz os trabalhos de forma correta, a letra sai mal, os desenhos mal feitos e acaba por “aprender menos”,  a professora já não sabe o que fazer, diz que nunca teve um aluno assim, mas no entanto diz que ele é muito criativo e não é mal educado. Não acho que o meu filho tenha deficit de atenção nem que seja hiperativo, também nunca fui avaliar a situação, mas noto que é irrequieto e na idade escolar vai ter algumas “dificuldades” devido à sua maneira de ser.
Escrevo então para vós, para me aconselharem a lidar com esta situação.
Muito grata,
Marta Esteves

Amigos,

enviem as vossas respostas para

criancasluz@sapo.pt

para que possam ser publicadas e para servirem de apoio a esta mãe:)

Muita Luz

Sara Aisha

Vejam abaixo uma resposta que me chegou, e agradeço à Ana pela sua disponibilidade em ajudar a Marta e acreditem que também a mim.

Também a sugestão da Olga Mendes, que eu acho muito válida, porque acredito nas terapias complementares.

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Resposta de Ana Luisa Guilhas (psicóloga)

Querida Marta, antes de mais, eu avançaria para um despiste com o pediatra para confirmar que não existe alguma questão orgânica subjacente à situação. Por exemplo, alguma dor muscular ou óssea que possa levar o seu filho a movimentos de compensação experimentando diferentes posturas no sentido de aliviar desconfortos (que podem ser ligeiros e quase impercetíveis).

Em segundo lugar, se acha que o seu filho não é hiperativo, provavelmente não o é. Uma mãe de uma criança hiperativa, tendo conhecimento dos sintomas, dificilmente não os identificaria no seu filho. Ainda que possa acontecer, o mais provável é a situação contrária. Hoje já se vai tendo consciência de que são diagnosticados muitos mais casos de hiperatividade do que os que na realidade existem. Ainda assim, eu levaria o meu filho a um psicólogo para avaliação da situação. Às vezes, dar à criança um espaço de existência e expressão só seus, como é o caso de uma consulta de psicologia, é suficiente para ajudar a criança a “serenar”. Vivemos num mundo onde para algumas crianças é difícil sentir um “espaço próprio” e mesmo para os pais mais dedicados, nem sempre é fácil conseguir cultivar esta dimensão nas suas vidas familiares. Às vezes simplesmente porque estamos a tentar proteger, mais do que a deixar crescer.

Posto isto, eu diria que por razões sociais, culturais e familiares, atualmente ainda existe uma grande tendência para se viver o dia a dia dos nossos filhos, olhando mais para o futuro (que sonhamos para eles) do que para o que eles são efetivamente, hoje, enquanto pessoas. As nossas crenças, por vezes muito enraizadas, nem sempre jogam a nosso favor. O futuro do seu filho será brilhante se, hoje, o seu filho sentir que independentemente do que faça e do que consiga cumprir em termos escolares (e de outros feitos), vai ser igualmente amado pelas pessoas mais significativas das suas vidas. Mais do que saber, é muito importante que o seu filho sinta isso.

A Marta gostava que o comportamento do seu filho mudasse. E o seu filho? É isso que quer? É tão bom ser livre e descalçar-se e sentar-se na posição que bem quer e lhe apetece… TÃO BOM SER LIVRE… Poucos de nós adultos o somos verdadeiramente. Pense assim… quando, para ele, sentar-se e estar direitinho na sala de aulas for importante, ele vai fazê-lo (excluindo, tal como referi inicialmente perturbações de foro mais grave).

Qual é então a questão que se coloca? Poderíamos considerar que o seu filho não vê, ainda, utilidade ou interesse em aceitar o processo de “formatação” escolar a que as crianças são mais cedo ou mais tarde sujeitas. Não estou a avaliar o sistema escolar, porque estrutura e regras, podem ser importantes. Mas não é isso que interessa discutir aqui neste momento. Mas sim, se o seu filho está preparado para aceitar este processo, que vai sempre implicar que perca/ abdique de parte da sua liberdade.

Como se chega aí? Pois bem, saiba que o seu filho, pelo menos nesta idade (há que aproveitar), está disposto a abdicar de muitas coisas para ser como os adultos. Toda a criança quer um dia ser como os seus pais, ou seja, tem o desejo de crescer e tornar-se adulto. Este processo de “amadurecimento” depende de vários fatores, claro, mas está também muito ligado à vontade dos pais deixarem os seus filhos crescer, respeitando o ritmo deles. Nem sempre é fácil. É frequente, enquanto pais, estarmos num dos extremos, às vezes estimulamos demais, e acabamos por ter filhos “muito crescidos para idade deles” outras vezes, não os deixamos crescer porque achamos que o nosso “bebé” fica mais protegido debaixo da nossa asa. Ambas as situações podem implicar consequências menos positivas.

Como não tenho muitas informações, vou deixar algumas recomendações gerais, que sugiro que adapte, consoante a sua realidade/necessidade:

– É importante que organizem as vossas vidas, de forma a que todos possam ter os seus espaços. É fundamental que o seu filho durma no quarto dele (que apenas deve ser partilhado com irmãos). Se for possível, tenha uma secretária no quarto e ajude-o a viver esse espaço, desenvolvendo atividades em conjunto. Com paciência, sem cobranças e nem exigências. Mais do que o comportamento dele na mesa e na cadeira, será o seu comportamento enquanto modelo que o seu filho irá interiorizar. Para que o seu filho aceite que o mundo dele seja reduzido a uma mesa, é importante que essa mesa esteja associada a uma imagem positiva, fruto de momentos agradáveis.

– Momentos ao ar livre e atividades extracurriculares podem ser uma grande ajuda. Deixe-o andar descalço na praia, em relvados ou até mesmo em casa (quando possível), pois ele parece ter necessidade de libertar os pés e de sentir o chão. Se o seu filho sentir que encontra liberdade em várias atividades da sua vida, poderá mais facilmente abdicar de outros pequenos espaços de liberdade como são os momentos na escola.

– As regras têm um papel chave, pois ajudam a perceber a estrutura familiar (não só) em que está inserido. Mas tenham em atenção, que regras e formatação são coisas muito diferentes! Existem vários livros interessantes sobre este tópico.

– Ajude-o a crescer. Muitas das dificuldades que as crianças têm no início dos percursos escolares devem-se a alguma resistência a crescer. Mais do que deixar, seja ativa no processo de crescimento do seu filho. Pense em ações e estratégias concretas.

– A escola deve deixar de ser o foco das vossas preocupações (pelo menos por um bom tempo). O bem-estar do seu filho é que é. Vá buscá-lo onde ele se encontra (em termos de necessidades, vontades e desenvolvimento). Descubra o que ele quer. Não o que ele diz que quer (porque com 7 anos, já deve ter interiorizado muitos discursos dominantes, que repete ainda que não esteja em sintonia com eles). O sucesso escolar será não o centro, mas uma consequência de tudo o resto.

– Abrace-o, abrace-o muito. Daqueles abraços que se sentem na alma. Enquanto o faz, diga-lhe ao ouvido que “está tudo bem”. Irrequietude, pode ser também sinal de alguma inquietação.

Em jeito de conclusão, porque acho que já me estendi bastante. Ama o seu filho? Verdadeira e profundamente? Sente que ele é uma bênção na sua vida? Está disposta a orientá-lo no seu caminho acompanhando aquilo que ele é, independentemente do que isso seja? Então Marta, está tudo bem! Continue assim. O seu amor será sempre muito protetor. E se calhar, o que lhe parece tão importante neste momento, vai-lhe parecer, um dia, tão, mas tão distante.”

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Sugestão enviada por Olga Mendes

Olá Sara,
 
Na minha opinião a Marta Esteves poderia levar o filho (caso não tenha tentado) fazer três sessões de Reiki seguidas, para alinhar a criança. O Reiki na maioria dos espaços já é feito em troca de donativo.
 
Também pode ser feito um tratamento de mesa radiónica quântica, que ajudaria a perceber onde é que está o desequilibro dele ou o que se pode fazer para ajuda-lo.
 
Existe também quem recorra à acupunctura com excelentes resultados.
 
Doce abraço,
 
Olga Mendes
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