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Disciplina positiva – vamos aprender!

a2[1]Amigos, hoje convido-vos a debruçarem-se sobre este conceito da disciplina positiva baseada no modelo educacional que tem por base a psicologia adleriana, de Alfred Adler  desenvolvida por Rudolf Dreikurs.

O intuito é formar pessoas confiantes, seguras, com uma boa capacidade de decisão. Além disso assenta no respeito mútuo, na ajuda e na compreensão.

O que se pretende:

PERCEPÇÕES FORTES:
– sobre as capacidades pessoais – “sou capaz”
– de que se é importante – “ dou um contributo significativo e necessário”
– de poder influenciar a vida
COMPETÊNCIAS FORTES:
– intrapessoais – compreendo as minhas emoções e aprendo o autocontrolo
– interpessoais – capacidade de trabalhar com os outros e de desenvolver amizades
– sistémicas – capacidade de reagir aos limites e ás consequências da vida quotidiana com responsabilidade, flexibilidade e integridade
– de julgamento – capacidade de utilizar a sabedoria  e de avaliar as situações segundo valores adequados
Promove
 a responsabilidade
 a autodisciplina
 a resolução de problemas
 o interesse pelas questões sociais
 respeito mútuo
 compreensão, empatia
 acreditar nas capacidades da criança =» encorajar
 firmeza
 nunca humilhar, nunca dominar
As crianças estão mais dispostas a seguir regras que ajudam a estabelecer. Além disso, ao fazê-lo, ao serem membros que dão o seu contributo na família e na sociedade, tornam-se decisores eficazes com auto-conceitos saudáveis.
Uma disciplina que não assente neste modelo contribui para:
a irresponsabilidade
As crianças crescem a pensar que o mundo lhes deve tudo, tornam-se mimadas e exigentes.
Elas são treinadas a utilizar toda a sua energia e inteligência para manipularem e discutirem com os adultos, de forma a que estes possam satisfazer todos os seus desejos: passam mais tempo a tentar fugir às suas responsabilidades do que a desenvolver a sua independência e as suas capacidades.
Cria uma co-dependencia pouco saudável adulto-criança, em vez da independencia e da cooperação
a irresponsabilidade – porque ambos, adultos e crianças, renunciam à responsabilidade;
As crianças aprendem que o seu comportamento não dá origem aos resultados que esperavam e são motivadas a alterar esse comportamento, com a sua auto-estima intacta;
Responsabilidade e cooperação no momento;
:::

ensenar-la-disciplina-a-los-ninos-01A grande diferença de muitas formas de educar, ou até da forma mais simples com que todos os pais educam, é que pretende reforçar os acertos, as coisas boas em vez de focar e ficar preso nos erros e nas asneiras. Evitando por isso dizer muitas vezes “não” e “não podes”.

Em vez de dizer não podes fazer isto, diga-lhe como deve ser feito.

Agora conheça como são encarados a longo prazo os prejuízos de apostar em punições e castigos:

1. Ressentimento (“Isso não é justo. Não posso confiar nos adultos.”)

2. Represália (“Eles estão ganhando agora, mas eu vou me vingar.”)

3. Rebeldia (“Vou fazer exatamente o contrário para provar que não preciso fazer do jeito deles.”)

4. Retirada: a) Simulação (“Não vou ser apanhado da próxima vez.”); b) Baixa auto-estima (“Sou uma pessoa má.”)

É muito complicado imaginarmos uma educação que não tenha castigos de vez em quando, mas há que ter em atenção, que por vezes estamos mais vezes a punir a criança do que o acto em si. Além disso podemos entrar sem querer numa espiral de castigo e isso só cria ainda mais tensão e comportamentos desviantes.

De onde tiramos a ideia absurda de que para levar uma criança a se comportar melhor precisamos antes fazê-la se sentir pior?

Quando crescemos percebemos que muitas vezes ficámos de castigo porque os nossos pais não sabiam reagir de outra forma, e muito fizeram eles quando ainda não havia tanta facilidade em apoiá-los na educação dos filhos. Mas nós sabemos que existiram coisas absurdas e sem razão de ser, então antes de se tornar no seu pai ou na sua mãe, pare e avalie como está a educar o seu filho.

Existe o cantinho do pensamento, e eu admito que o uso e até já li que deve ser usado como: a criança fica nele um minuto por cada ano de idade…isso já não sei se concordo. Mas comigo tem funcionado. Eu não digo que é um castigo, digo-lhe para pensar um pouco no que fez e pensando que não ele acalma…aos adultos pedimos para contar de 100 para trás não é? 🙂

A disciplina positiva diz o seguinte disto:

…o castigo do “cantinho do pensamento” trabalha o medo na criança. Com o tempo, ela deixa de fazer asneiras porque tem medo de ir para o cantinho, e não porque entende o que é certo ou errado e toma mais cuidado para não ser apanhada, já que não quer ser colocada no cantinho. É assim que o “cantinho do pensamento” quer ensinar o que é certo?” – contínuo por não em conseguir pronunciar aqui.

Diz ainda :”colocar a criança para pensar como forma de castigo dá a ela a impressão equivocada de que pensar é algo ruim, penoso. Ou seja, só posso concluir que o “cantinho do pensamento” não é benéfico, por vários motivo“.

los-gritosE porque se portam eles mal?

1. Chamar a atenção – “se me deres atenção, sou importante”
2. Luta pelo poder –  “terei valor se ganhar ou mandar ou, pelo menos, se não te deixar ganhar”
3. Vingança – “já que sofro, posso fazer-te sofrer também e com isso obter alguma satisfação”
4. Desistência – “desisto, não consigo mais lutar para me sentir valorizado; sinto-me mesmo inadequado”

Como colocar limites:

Esta disciplina não tem ausência de limites.

Vamos comparar três formas de interação entre adultos e crianças: RIGIDEZ x PERMISSIVIDADE x DISCIPLINA POSITIVA.

a) RIGIDEZ (controle excessivo). É ordem sem liberdade. É ausência de opções. “Faça, porque eu quero.” Acompanhada normalmente de punições que são humilhantes para as crianças. Age através de um controle externo da criança, mediante um sistema de recompensas e castigos. O adulto tem de estar, constantemente, a assumir a responsabilidade pelo comportamento da criança. Deve dedicar atenção constante para verificar se a criança está a portar-se bem ou mal.

Atitude básica: “Estas são as regras a que deve se submeter e este é o castigo que receberá pela sua violação.” As crianças não são envolvidas no processo de tomada de decisões.

b) PERMISSIVIDADE (ausência de limites). É dar à criança opções ilimitadas. “Pode fazer tudo o que quiser.” É humilhante para os adultos.

Atitude básica: “Não existem regras. Estou certo de que nos amamos mutuamente e de que seremos felizes, e você terá a possibilidade de escolher, mais tarde, quem sabe, as suas próprias regras”.

c) DISCIPLINA POSITIVA (firmeza com dignidade e respeito). É liberdade com ordem. É dar opções limitadas. “Pode escolher, dentro dos limites estabelecidos por mim, que demonstram respeito para com todos.” Não inclui como fatores motivadores a culpabilização, a vergonha ou a dor (física ou emocional). O controle é interno da criança. A criança aprende a ser seguidora do correto, da verdade e dos princípios.

Atitude básica: “Decidiremos as regras em conjunto, para benefício de ambos. Quando eu precisar decidir sem a sua opinião, usarei firmeza com bondade, dignidade e respeito”.

Princípios básicos da Disciplina Positiva in Família Missionária

1. As crianças são seres sociais
O seu comportamento é resultado do modo como se vêm a si mesmas e como pensam ser vistas pelos outros. Na interacção com os outros vão formando crenças acerca de si próprias, do mundo e daquilo que precisam de fazer para sobreviver ou ser bem sucedidas.
2. O seu comportamento é orientado por finalidades
Ao adoptar determinado comportamento a criança procura obter determinado resultado. O comportamento baseia-se numa finalidade que pretende atingir. “As crianças são boas a percepcionar (sensíveis), mas más a interpretar” Dreikurs. Geralmente :
 Não têm consciência clara do que pretendem obter;
 Têm ideias erradas de como atingir o que pretendem, e por vezes, com o seu comportamento “desajeitado” obtêm/provocam uma resposta oposta ao desejado;
 Fazem interpretações da realidade e comportam-se de acordo com a sua interpretação e não de acordo com a verdade.
3. As principais finalidades perseguidas pela criança são sentir que pertence a alguém e que é importante no meio social onde vive
4. Uma criança malcomportada é uma criança desencorajada/desanimada
Com o seu mau comportamento diz-nos que não se sente amada, que não se sente importante e está a tentar conquistar esse sentido de pertença ou de valor pessoal, baseando-se numa crença errada sobre a forma de o conseguir.
5. Interesse social
Significa a existência de preocupação com as outras pessoas e de um desejo sincero de dar um contributo à sociedade.
É extremamente importante ensinar o interesse social às crianças. Que vale a aprendizagem académica se os jovens não aprenderem a tornar-se membros que dão um contributo para a sociedade?
Quando fazemos demasiado pelas crianças, retiramos-lhes a oportunidade de desenvolverem, através da própria experiência, a crença de que são pessoas capazes. Por isso Dreikurs afirmava “ Não faças nada por uma criança que ela consiga fazer sozinha”.
O primeiro passo no ensino do interesse social é fazer a criança confiar em si própria. Desta forma ela estará pronta a ajudar os outros e sentir-se-á extremamente capaz quando o fizer.
Se formos “super-pais”, as crianças aprendem a esperar que o mundo os sirva, em vez de estarem ao serviço do mundo. Sempre que não obtiverem (sempre que os outros não estiverem dispostos a dar-lhe) aquilo que pensam e desejam, terão pena de si próprias e sentir-se-ão vítimas de injustiça.
É impressionante a quantidade de coisas que as crianças são capazes de pensar e fazer quando são convidadas a isso. A partilha de tarefas pode aumentar o sentido de pertença, ensinar competências importantes para a vida e permitir que as crianças experienciem o interesse social. Ex – tem um fim-de-semana em família?
a) Faça a lista de tarefas a fazer e reveja-a em família
b) Peça voluntários para cada uma
c) Certifique-se que todos têm, pelo menos uma tarefa, à sua responsabilidade
d) É importante implementar um sistema de rotação de responsabilidades, de modo a que ninguém fique a desempenhar tarefas menos aliciantes, durante demasiado tempo
6.  Igualdade
Não significa “o mesmo”. Por igualdade Adler entendia que todas as pessoas têm direito à dignidade e ao respeito.
Diapositiva17. Os erros como excelentes oportunidades de aprender
Na nossa sociedade, somos ensinados a ter vergonha dos nossos erros. Todos somos imperfeitos: do que necessitamos é de conseguir a coragem de mudar as nossas crenças debilitantes acerca da imperfeição.
Não existe no mundo um único ser perfeito, mas todos exigimos a perfeição de nós próprios e dos outros – especialmente das crianças.
Quando uma criança comete um erro e é chamada à atenção de forma humilhante, recebe a mensagem de que é estúpida, desajeitada, má, uma desilusão, um desastre. Nessa ocasião, inconscientemente, toma uma decisão sobre si própria e do que fazer no futuro; essa pode ser:
a) sou má ou inadequada
b) não devo correr riscos pois podem voltar a humilhar-me, se os meus esforços não derem resultados perfeitos;
c) deve dizer que sim a tudo o que os adultos querem, para lhes agradar ( apesar dos grandes custos que esta decisão acarreta para a auto-estima)
d) devo esconder os meus erros e fazer tudo o que estiver ao meu alcance para não ser apanhada.
Os 3 R’s de reparação de erros
Para consolidar esta atitude básica em nós, ajuda utilizar os Três Rs da Reparação de Erros:
1. Reconhecimento – “cometi um erro”
É muito mais fácil assumir a responsabilidade por um erro, quando este é visto como uma oportunidade de aprendizagem e não como algo simplesmente mau. Se encararmos os erros como coisas unicamente más, tenderemos a sentir-nos incapazes e desencorajados, a tornarmo-nos defensivos, evasivos e críticos. Perdoarmo-nos a nós próprios é um elemento importante do primeiro R.
2. Reconciliação – “peço desculpa”
Uma atitude positiva conduz, naturalmente, à reconciliação. Quando pedimos sinceramente perdão, mesmo que o outro se sinta ressentido e zangado, num primeiro momento, abriremos caminho para, num segundo momento, ser capaz de um perdão total (e muito mais as crianças).
3. Resolução – procuramos juntos uma solução.
Os primeiros dois Rs criam um ambiente positivo para que se trabalhem soluções. Tentar encontrar soluções quando o ambiente é hostil é totalmente improdutivo.

Muita Luz

Sara Aisha

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