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A espiritualidade e as crianças – parte 2

Seres lindos, que eu sei que são… como prometido avanço para a segunda parte deste post “um bocadinho grande”, para conversarmos um pouco mais sobre isto do despertar da espiritualidade nas crianças.

Aconselho a quem ainda não leu a darem uma vista de olhos na primeira parte deste artigo!

Será que é fácil? Será mais difícil para eles ou para nós? Por onde começar? Eles vão entender?

Acredito que existam muitas outras e mais questões sobre este tema, o que é bom, porque desenvolver o espírito critico ajuda-nos a questionar, e questões levam-nos as respostas, às nossas próprias respostas.

maxresdefaultEu acredito que a espiritualidade é algo que deve ser natural, ou seja, não é nada que deva ser imposto, porque isso gera uma obrigação e um seguir das crenças do outro e não as nossas. O que pretendo dizer com isto, é que nós  pais orientamos os nossos filhos segundo os nossos valores e crenças, e não há nada de errado nisso, mas é necessário deixar sempre aquele espaço de escolha, porque eles apesar de serem crianças, são almas que já reencarnaram muitas vezes, e por isso têm o seu caminho individual de amadurecimento espiritual! E você pode ser um católico muito convicto e o seu filho encontrar respostas no budismo, no espiritismo, na meditação…onde for.

Muitas  religiões  parecem mais focadas em que os seus crentes sigam as suas regras do que as suas bases de fé e poder espiritual, se vamos tornar este desenvolvimento espiritual das crianças idêntico ao dever de fazer a cama, o de levantar o prato, acho que começamos mal.

Tem que ser devagarinho, conversando, explicando e deixando que a criança vá trazendo essa realidade para a sua vida, com o seu tempo, com o seu método e da forma que o faz mais feliz.

Bom, para resumir esta introdução, penso que devemos começar por compreender, que a espiritualidade é algo novo na vida das nossas crianças, pelo menos nesta vida terrena, porque dela sabem eles muito bem. Que é algo que vai de certa forma mexer com a sua gentileza infantil, que vai ser uma descoberta, um porto de abrigo e um abrir de portas emocional.

Precisamos de ser base para eles, se queremos ensiná-los o valor da fé, o valor de algo superior, o valor do crescimento pessoal, não podemos nós ficar fechados na concha da zona de conforto e não abraçar este caminho que pode ser feito a dois ou com toda a família.

Se uma energia dentro das 4 paredes se começa a sintonizar, tudo a sua volta ganha uma energia diferente e tudo se vai compondo.

Por hoje deixo-vos aqui.

Queria lançar um desafio, queria que cada um de vocês pensasse na melhor forma de desenvolver a espiritualidade nos vossos filhos, alunos, crianças que amem, respeitando o seu Eu individual…partilhas são bem vindas.

Muita Luz

Aisha

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A espiritualidade e as crianças – parte 1

Olá pais, amigos, educadores, pessoas lindas…aviso e acredito que este post vá ser longo.

Afinal há tanta coisa para falar sobre espiritualidade, e se a esse tema juntamos as crianças, muito mais haverá pode dizer!

Quando comecei o Crianças de Luz, ainda sentia algum receio em abordar alguns temas, não porque não acreditasse neles, mas pelo receio que a minha exposição sobre as minhas crenças pudesse não ser muito benéfica para mim. A verdade, é que como tudo felizmente evolui, eu também deixei de ter medo da inquisição social e decidi que quando mais verdadeira sou comigo, mais leve a minha forma de ser é.

Esta breve introdução surge como alguns receios que nós pais temos em abordar e desenvolver certos temas com os nossos filhos e não é só o medo de que eles não estejam aptos para os entender, mas pela exclusão social que isso possa acarretar.

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Não é fácil para uma criança na escola dizer que faz meditação, que é iniciado em reiki. Que tem guias espirituais por perto…bom se eles também jogarem à bola até que podem ser porreiros!

Não é fácil! Mas não é impossível…e é tão necessário.

Uma das coisas que aprendi recentemente é que a depressão é uma grande falta de ligação com o espiritual. A depressão não se conecta com o pensamento positivo, ela não assenta na fé, ela não acredita que cada um tem o poder para ser mais e melhor. Ela não acredita que nós nos podemos curar a nós próprios.

Grande parte das nossas crianças nos dias de hoje se sentem desajustadas, mas este é um tema que já discuti várias vezes no crianças. A sensação de desajuste causa: sentimentos de não pertença, de solidão, de raiva, de agressão, de baixa auto estima. Se num adulto sabemos que estes sentimentos levam a quadros menos simpáticos, nas crianças não é muito melhor.

Por isso eu acredito nas abordagens diferentes, por isso eu quero acreditar que existem opções mais completas para fazer a viragem.

Quando falamos das crianças indígo, falamos deste jovens de agora que estão a batalhar na mudança. Eles são como a frente de combate que está a desbravar caminho para as mudanças das quais todos nós tantos ansiamos e necessitamos.

Eles são os pioneiros, e com isso os que mais sofrem com a resistência que encontram pela frente.  Ouvimos todos os dias o quanto o mundo está mal, mas quando aparece alguém  dizendo que está em nós o poder de mudar, chamam-no de louco!

E é contra esta resistência na mudança que os nossos filhos estão neste momento.

Já se imaginaram neste lugar?

Vamos pensar em nós os mais crescidos. Muitos de nós trabalham em grandes multinacionais.  Muitos desses trabalhos estão tão estabelecidos, que dão tolerância zero a qualquer hipótese de mudar. Nós ate podemos ter muitas ideias, apresentar sugestões que sabemos que vão melhor as condições e os resultados, mas há sempre aquele alguém que não pode sair da sua zona de conforto que nos dá um valente não!

Isso causa: descrença, desânimo, desmotivação.

Os nossos indígo se não se fortalecem vão também ficar descrentes, desanimados, desmotivados e ainda o outro grande D, vão desistir!

Eles são crianças, nós somos pilares: pais, professores, educadores, terapaeutas…e se nós os pilares não tivermos firmeza suficiente…eles desabam.

Por isso na 2ª parte deste artigo eu vou conversar com vocês sobre o papel, o grande papel que o desenvolvimento da espiritualidade tem nas crianças, e o quanto esse pode ser um dos seus maiores pilares.

 

Muita luz

Aisha

 

 

 

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O novo paradigma da educação: Educar com amor!

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Hoje venho falar de algo que não é novo por aqui, de algo que não é novo no mundo nem na sociedade. Venho falar daquele tema tão controverso mas que devia ser tão simples que é a educação!

Educar…educar para mim é ensinar, é transmitir, é ajudar a ver, é ajudar a crescer! Isto é o que é a educação para mim, para mim que não sou professora, mas sim uma pessoa que como qualquer outra, alguma vez na vida vai educar alguém.

Educar não é fácil, não é fácil, porque trata-se de dar de nós ao outro…e para isso é necessário que o outro esteja disposto a ouvir e a aprender connosco.

Esse para mim é o segredo, esse despertar de vontade e de curiosidade no outro é o segredo para uma boa educação. Ninguém aprende se tapar os ouvidos, ninguém aprende se tapar os olhos ou fechar a boca…ninguém aprende se não tiver disposto.

Nos dias de hoje acho que ensinamos muito as crianças que estão de olhos e ouvidos tapados e boca fechada…porquê? Porque lhe estamos a limitar a criatividade. Porque estamos a ter com ela um conversa apenas de um sentido…por nos esquecemos que um diálogo tem que ser de fala e escuta!

Nós verdadeiramente escutamos as crianças? 

O meu tema de hoje é sobre as novas formas que se poderiam abraçar para educar com amor. Educar dando espaço ao outro. Educar de forma a desenvolver no outro a vontade de aprender.

Fala-se muito dos transtornos infantis nos dias de hoje, mas será que no fundo ( e não quero aqui negar quaisquer análises médicas e crenças), mas será que no fundo não será uma forma das crianças exprimirem o quando se começam a sentir desajustadas aos métodos de ensino?

Muitas escolas surgem hoje com modelos educativos alternativos que vêm preencher estas lacunas. Elas pretendem adaptar-se ao ritmo de aprendizagem das crianças…logo são como que uma resposta ao que está a faltar ao ensino…humanização…amor!

Não digo com isto que não existam grandes profissionais na educação, pessoas que se interessam e que vêem os seus alunos como uma extensão daquilo em que acreditam, mas e os modelos? A duração das aulas? O estar quieto o tempo todo?

Nem nós adultos obedecemos as estes critérios no mundo profissional! Nós podemos falar com o nosso colega do lado. Fazer uma pausa quando estamos cansados. Discutir as ideias e apresentar propostas…Não trazemos TPC para casa.

Mas na escola não.

 

Amigos,

apenas muito amor…apenas trabalhar para este vazio onde cabe muito amor!

 

Aisha

 

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TOD – Transtorno de Oposição e Desafio – sabe o que é? – 4ª parte

pais-o-que-nao-dizer-aos-filhosOlá amigos, sei que demorei um pouco a terminar esta temática, mas hoje deixo aqui as últimas considerações sobre o TOD.

A verdade é que sei que muita gente nunca tinha ouvido falar neste transtorno, eu inclusive, mas é sempre bom conhecer novas abordagens, novas teorias, e novas soluções quando os mais pequenos são um autêntico desafio.

Eu costumo dizer que o meu filho é um grande desafio…mas na realidade eu acho que qualquer filho representa uma parte desafiante da nossa vida que acaba por ser um desfio connosco mesmos!

Cada criança à sua maneira exige dos pais uma educação baseada no amor e no respeito, e isso é definitivamente um desafio. Ser pai e mãe é saber sermos nós e sabermos ser aquilo de tão importante que somos para eles.

Muita vezes quando olho para o meu filho, sei que para ele sou aquilo que a minha mãe é para mim…e aí cai um peso de responsabilidade emocional!

Vamos ao TOD?

Tratamento:

Se verificar no seu filho um comportamento constante com os sintomas já indicados, procure a ajuda e avaliação de um terapeuta. Com o seu auxilio vão poder criar um quadro onde se enquadre a sua criança e com isso estipular as melhores medidas para que possa ajudar o seu filho da melhor forma.

Certamente que irá apresentar um conjunto de técnicas que ajudaram a mudar alguns comportamentos do seu filho.

Tente fazer a ponte com a escola, falando com professores de modo a que o seu filho rebelde. comece a ser encarado como uma criança que necessita de uma abordagem pedagógica diferente.

Uma boa técnica para ajudar os seus filhos, é com quadros de objetivos.

Regras para lidar com estas crianças:

–    FALE DE PERTO COM A CRIANÇA
–    REGRAS DEVEM SER SIMPLES E AS ORDENS CLARAS
–    PEÇA À CRIANÇA PARA REPETIR AS ORDENSrecompensa
–    NUNCA ORDENE EM FORMA DE PERGUNTA
–    NÃO DÊ ESPAÇO PARA UMA NEGATIVA
–    NÃO CONVERSE NA HORA DA RAIVA
–    ELOGIO E RECOMPENSA SÃO SEMPRE MAIS ADEQUADOS QUE A PUNIÇÃO PARA MODIFICAR COMPORTAMENTOS, MAS ISTO DEVE SER PLANEJADO COM ORIENTAÇÃO DE UM PROFISSIONAL CAPACITADO.
–    AS RECOMPENSAS NÃO PRECISAM SER MATERIAIS, EXIGINDO GASTOS
–    NÃO TENHA MEDO DE DIZER NÃO
–    TOLERE A FRUSTRAÇÃO DE SEU FILHO
–    REFORCE PEQUENOS AVANÇOS DE COMPORTAMENTOS ADEQUADOS
–    CONCEDA A SEU FILHO O DIREITO DE COMETER ERROS
–    CONCEDA A SI MESMO O DIREITO DE ERRAR E NUNCA DESISTA

 

Leia ainda a 1ª parte , 2ª parte e 3ª parte deste artigo.

 

Muita Luz

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TOD – Transtorno de Oposição e Desafio – sabe o que é? – 3ª parte

alienao-parental-1-05Olá amigos, cá estou eu de volta para mais um bocadinho de TOD.

Não se entretanto algum de vocês já pesquisou um pouco sobre este tema e se quer dar a sua opinião! Isso seria tão bem vindo!

Gosto tanto quando participam! Grande parte de quem passa por aqui comenta os artigos pessoalmente ou em mensagens privadas, mas encham-se coragem! Não se esqueçam que por vezes as nossas questões também podem ser as dos outros!

TOD? Sim vamos lá?

Nesta primeira abordagem comecei por identificar os comportamentos que podem sugerir este transtorno. Relembro que quaisquer diagnósticos deverão ser efetuados por um profissional, mas com uma pequena ajuda podemos aprender a identificar algo nos nossos filhos e com isso procurar as melhores opções.

Quando se verifica?

Segundo o que consegui apurar, este transtorno é mais comum entre os 4 e os 12 anos idade e atinge maioritariamente meninos. Costuma-se dizer que os homens se querem porcos e maus? Pois não, eu voto em homens que começam por ser meninos respeitadores, seguros de si e giraços 😉

Meninos ou meninas?

A verdade é que é mais fácil identificar este comportamento nos meninos, pois tornam-se mais agressivos, batendo com mais facilidade que as meninas, tendo comportamentos mais desviantes: fugir de casa, faltar as aulas, roubar 😦

Este comportamento como já foi dito inicialmente tem que ser persistente e demonstrar uma constante agressividade, para não ser confundido com as birras, os nãos e as oposições que são típicas de qualquer criança.

Por isso se o seu filho passa a vida a ir contra as regras de sociedade, bom, se calhar é preciso parar, respirar, pensar, avaliar e decidir. Tudo menos entrar num circulo vicioso de gritos e castigos, que no fundo podem não estar a ajudar ninguém!

O que causa?

site46Nos estudos e casos que se têm verificado, os fatores causais para este transtorno são os fatores ambientais: família, escola, colegas, amigos! E aqui poderíamos desenvolver um tema muito extenso não é verdade?

– ambiente familiar instável – alienação parental, abusos sexuais, violência.

– ambiente escolar instável – bulling, professor agressivo.

Eu acho este assunto muito delicado. Porque é aqui que os pais têm que compreender onde são responsáveis pelo comportamento dos filhos! Eu sei que é difícil assumir responsabilidades, e sei que a maioria dos pais faz de tudo para garantir uma educação feliz e capaz para os seus filhos. Mas a questão é: será que estamos a fazer o correto? Será que estamos a fazer o necessário?

Vamos ficar a pensar nisso por hoje?

 

Entretanto passem por aqui e vejam dicas úteis e boas nisto de ser bom pai e mãe!

 

Leia ainda a 1ª parte e a 2ª parte deste artigo.

 

Muita Luz

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TOD – Transtorno de Oposição e Desafio – sabe o que é? – 2ª parte

1406503_25430541Olá amigos, depois de vos ter deixado a pensar sobre esta tema da birra, da zanga, do dizer não e da diferença, acho que estamos prontos para seguirmos em frente e aprofundar este tema que acredito seja do interesse de muitos.

Educar uma criança não é fácil! Eu acho que é o maior desafio da nossa vida e aquela que nos ensina mais sobre nós próprios.

Uma vez com uma pessoa que tive a felicidade que se cruzasse na minha vida, confidenciou-me que quando ele e a mulher souberam que iam ser pais começaram como qualquer futuro pai e mãe que se preze a imaginar como ia ser tão perfeito!

Ele ia ser como eles imaginaram, ia estudar onde eles achavam, ia gostar disto e daquilo, e depois? Bom depois claro que depois nasceu um belo ser humano que como todos os outros é uma pessoa singular! É um grande choque! é complicado lidar e por vezes até aceitar o quanto diferente ele saiu! Mas não há nada melhor na vida que um filho para nos ensinar os valores da: tolerância, aceitação, amizade, paciência!!!!! e acima de tudo…o amor incondicional!

Agora vamos ao TOD:

nota: para qualquer diagnóstico deverá ser consultado um especialista.

 

O que é TOD – Transtorno de Oposição e Desafio?

Para que se possa identificar este transtorno numa criança, deverão registar-se pelo menos por um período de 6 meses os seguintes critérios!

  • Comportamento:
    negativista;
    desafiador;
    desobediente e hostil com as figuras de autoridade (aqui englobamos adultos – pais, avós, professores, etc.)
  • Comportamento:
    perder facilmente a paciência;
    discutir com os adultos;
    desafiar constantemente e ativamente como também desobedecer com frequência às regras impostas pelos adultos; fazer deliberadamente coisas que aborrecem os outros
    responsabilizar os outros pelos seus erros e pelo seu mau comportamento;
    ficar aborrecido com frequência por causa das outras pessoas;
    mostrar raiva e ressentimento
    ser rancoroso ou vingativo

Estes comportamentos devem ser avaliados junto de adultos ou de indivíduos que a criança conheça bem. São essas pessoas que ele vai estar constantemente a tentar ultrapassar os limites e a desafiar.

Acredito e sei que à primeira vista vamos conseguir identificar estes comportamentos em qualquer criança, mas são em situações pontuais. Agora e se como se costuma dizer na gíria popular, ” quando já não é defeito é feitio“.

Há crianças que efetivamente entram nesta espiral e que mais tarde perpetuam este tipo de comportamento hostil que podem trazer grandes desvantagens na sua vida emocional e social. Além disso é um eterno braço de ferro com a família, com os professores.

O aproveitamento escolar é reduzido, a relação com os pais é dificultada diariamente. Estão sempre a ser testados limites, parece não haver uma maturidade para aprender a ultrapassar a frustração, ou mesmo para se responsabilizar dos seus erros.

Afinal de onde vem isto?

Amanhã conversamos de novo! E enquanto isso mais um vídeo esclarecedor!

Leia ainda a 1ª parte deste artigo.

 

Muita Luz

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TOD – Transtorno de Oposição e Desafio – sabe o que é? – 1ª parte

imponiendo límitesOlá amigos, após algum tempo de ausência decidi voltar para escrever sobre um tema do qual ouvi falar recentemente numa serie televisiva “Lei e Ordem” da qual sou fã, tema esse o Transtorno e Oposição e Desafio.

Bom na realidade eu acho que cada criança desfia e se opõe muitas vezes aos adultos. Aliás eles estão no seu caminho de crescimento, a aprender a lutar pelo que querem e a aprender sobretudo a lidar com as frustrações.

Todas as crianças passam por estado de raiva, birra e oposição, ou porque têm sono, ou estão com fome, ou não vêm o seu desejo realizado, por isso antes de me alongar sobre este assunto, seria bom que assistisse a este pequeno filme que já tive a oportunidade de partilhar na página do Facebook para que possa refletir sobre as causas que podem levar o seu ou os seus filhos a terem comportamentos mais desafiantes. E penso que é muito importante aceitar o convite da psicóloga Daniella Freixo de Faria, para pensar nas situações que desencadeiam esses comportamentos e com isso delinear estratégias que possam atenuar a birra que se avizinha.:

Vamos a isso?

 

Gosto muito do trabalho desta senhora, os seus vídeos numa linguagem bem acessível, fazem parecer que por vezes nem tudo é tão dramático como parece.

Acredito que nos dias de hoje nos sintamos mais inseguros como pais, eu por mim falo! Somos constantemente bombardeados com novas teorias de aprendizagem, com blogs e artigos que nos relembram o quanto estamos a falhar! Eu acredito que a grande maioria dos pais saiba identificar as suas falhas, só não acho que seja preciso andarmos com um chicote atrás para nos castigarmos por cada vez que fazemos algo injusto.

Eu aprendi com a minha mãe que cada um faz o melhor que sabe e o melhor que pode.

Além disso cada criança representa o seu próprio desafio, e nós estamos sempre a tentar enquadrar os nossos filhos num quadro dito “normal” e por vezes abafamos a sua verdadeira essência por que apenas queremos que eles sejam como os outros.

Eu acredito, que tirando as regras cívicas, não bater, respeitar a aula, ser amigo, saber respeitar os outros, temos que aprender a dar mais espaço aos nossos filhos para que eles possam crescer exactamente como eles são:)

Fantasias-de-crianças-para-o-Halloween-Personagens-masculinos-de-filmesPor vezes temos que ter a coragem de assumir que os nossos filhos são diferentes, ou porque são mais calados, ou porque gostam de roupas esquisitas, ou porque falam pelos cotovelos! Nós adultos também não somos diferentes? Somos sim!!!!!

Nós adultos: o seu chefe pede para sair mais tarde, marca umas férias e o carro avaria, passa horas parado o trânsito! é uma valente seca não é? Faz qualquer um perder a paciência!

Então imagine o que é ir tomar banho antes de ir brincar, o que é fazer os TPC e ver o sol a brilhar lá fora… é seca, e a mais valia é que nós adultos já passámos por isso!!!!

Por isso antes de nos aprofundarmos no TOD, vamos pensar sobre isto sim?

 

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A educação espiritual na infância

2014_07_discriminacao_crianças_clade_reproducao Olá amigos, espero que estejam ótimos e bem melhor do que eu, que pela segunda vez no mesmo mês fui abduzida pelo monstro da gripe e da tosse devido a este verão fora de época que sabe bem, mas também faz mal:) Mas fora isso estou bem e feliz! Hoje venho aqui falar de um tema que me é muito querido, na realidade todos são, mas há uns que eu me identifico mais então sinto uma responsabilidade maior em abordá-los, mas faço e dou o meu melhor, como devemos fazer em tudo na vida. Ao longo dos anos, talvez nos últimos 14 , a minha perspectiva sobre a espiritualidade e religião sofreram mudanças enormes. Tem sido um caminho travado por mim em busca das minhas respostas pessoais para que possa seguir um caminho que me faça sentido e onde sinta que me encaixo. Por volta dos anos 90, foi edificada uma nova igreja no fim da minha antiga rua. Sou curiosa então um dia decidi ir sozinha à missa. Aquilo para mim foi grandioso, todo o ritual, as pessoas, aquela linguagem que eu não percebia mas que acreditava que devia ser muito certa. Levada pela curiosidade, e por achar que tinha que ir porque via toda a gente a caminho do altar, fui comungar, e além do embaraço do padre a explicar-me como tinha que colocar as mãos para receber a hóstia, tenho a certeza absoluta que a devo ter mastigado! Como devem imaginar, quando contei este episódio percebi logo que devia ter cometido ali o meu primeiro pecado! Conto este pequeno episódio da minha vida, porque acho que ele resume muito bem a minha posição em relação às religiões ou à espiritualidade. Existe uma quantidade infinita de regras e rituais que não me fazem sentido, mas que têm que ser seguidos, se não não és um bom católico, jeová, evangelista, seja lá o que for que a pessoa processe. Na minha modesta opinião, penso que por vezes somos quase que “obrigados” a seguir tantas condutas, que não nos fazem sentido, mas que estão mais do que canonizadas, que nos esquecemos de valores mais altos como, ajudar o próximo, não fazer mal ao outro, respeitar os semelhantes. Mais facilmente apontamos o dedo a quem mastigou a hóstia do que o aplaudimos pelo bem que faz. E é aqui que entra a educação espiritual nas crianças, como meio de transmissão de valores verdadeiros que crie bases sólidas de fé, força de carácter e amor! Quando eu frequentava a igreja católica e o meu grupo de jovens ( de quem guardo um saudosismo daqueles de verdadeiros bons tempos!), acreditava que a educação católica era a mais correta, mas aos poucos percebi que me tornava fundamentalista e foi aí nesse instante que a minha mente começou a interrogar-se, haverá mais que isto? seminarioculturadepaz2013Não venho aqui falar das minhas opções espirituais, porque são as minhas e porque sei que cada um encontra conforto e orientação na doutrina que mais lhe aprouver, e felizmente que somos livres por poder escolhe-la. Apenas acho que seja qual for a nossa opção, devemos sempre, mas sempre lutar por nos tornarmos pessoas melhores! Quando ele for grande escolhe! Durante alguns anos eu defendi com unhas e dentes que não deveria dar nenhuma educação religiosa ao meu filho, ou futuros filhos, porque achava que a escolha devia ser deles. E como eu sei que há muita gente que defende esta mesma ideia, venho dizer que não a desrespeito mas que tenho atualmente uma visão bem diferente da mesma. Uma  vez uma amiga disse-me que tinha batizado o filho porque achava que isso era o correto, e porque é para isso que os pais servem, para educar mediante aquilo que acham correto, e depois mais tarde ele poderia seguir o seu caminho. Foi a partir daí que comecei a ver esta situação por um novo prisma, e no fundo concordei com ela, e compreendi, então como é que eu, que acho que a educação espiritual é tão necessária não a estou a dar ao meu filho?   Dando liberdade: Por isso neste momento da minha vida, acredito que providenciar uma boa educação espiritual, baseada em principio bons, e que crie crianças mais seguras é ótimo! A escola transmite valores, a família transmite valores, a espiritualidade também. Criamos assim crianças mais completas, não descurando o seu lado mais emocional.   Depois mais tarde, cada um segue o seu caminho.   Muita luz

apoio educacional · os meus filhos

Quarto Montessoriano- decorando quartos para crianças

montessori04Olá amigos,a primeira vez que ouvi este “palavrão” Montessoriano, não compreendi que estava a falar de um tipo de decoração que pretende vir dar uma resposta mais adequada à decoração de quartos ou até de salas de aulas de crianças.

Afinal todas as crianças acabam por se sentir um pequeno Gulliver na terra dos Gigantes, e porque não criar um mudo à medida delas onde se possam movimentar em maior segurança. Com mais espaço e menos dor de cabeça para nós, pois já não vão cair da cama!

Então fui pesquisar este tema, como tantas pesquisas que tenho feito para o meu blog e que tanto me têm ensinado. Aproveitei este maravilhoso mundo da internet e fui tentar conhecer um pouco mais deste conceito inovador mas que acredito que seja pouco usado ou mesmo divulgado…acredito que Portugal não o coloque muito em prática…ainda somos um pouco resistentes à mudança.

 

Como surgiu?

Foi através de uma médica de nome Maria Montessori, que nasceu este método educativo que visa desenvolver e incentivar a independência da criança, o respeito pelas suas habilidades físicas naturais, socais e psicológicas.

O quarto montessoriano defende a ideia de que o ambiente deve ser valorizado de forma a garanta conforto e autonomia à criança.

E nesse método, que defende a individualidade e a liberdade da criança, esses aspectos devem ser estimulados desde cedo, no ambiente em que ela vive. Assim surgindo a ideia do Quarto Montessoriano, valorizando o ambiente, conforto e autonomia da criança!

 

montessoriComo é o quarto montessoriano?

É um quarto minimalista, com pouco móveis dispostos de forma a serem acessíveis às crianças, que crie um ambiente tranquilo, seguro e confortável. Aqui a criança poderá expressar-se livremente e desde cedo cultivar a sua criatividade.

 

Como se decora?

– A cama deverá ser colocada no chão para que a criança possa sair e entrar quando quiser. Coloque almofadas no chão ou encostadas à parede junto à cama para que a criança possa andar pela cama sem cair ou bater no chão.

– Moveis pequenos. Temos muitos à venda agora no IKEA uma vasta linha de cadeiras e mesas com o tamanho certo para as nossas crianças. Coloque os brinquedos à mão, prateleiras em baixo, ou seja monte uma espécie de quarto dos pequeninos!

– Espelhos, coloque-os na vertical à sua altura, se for um bebé pode mesmo colocar um rente a chão para que a criança se possa ver e reconhecer.

-Sabe as barras dos estúdios de dança? Que tal colocá-las nas paredes da sua casa? Assim o bebé vai poder andar sozinho pela casa. Claro que é preciso ter atenção a escadas, portas, mas com os cuidados tomados a criança pode ser muito mais autónoma.

– Coloque as roupas a uma altura onde a criança possa chegar, então as meninas vão agradecer!

montessori09pequenos detalhes…

…usar…

…poucos moveis…

…tapetes fofinhos…

…colocar os objetos à altura dos olhos da criança…

 

 

Muita Luz

apoio educacional · atividades infantis

As crianças e o voluntariado

depositphotos_21314155-Crianas-voluntriasOlá meus amigos,

hoje venho aqui falar de um tema pelo qual tenho grande carinho e respeito que é o voluntariado. 

Já participei em algumas campanhas como voluntária e posso afirmar que é sempre uma experiência muito enriquecera para quem participa e muito importante para quem é beneficiado.  Ser voluntário é de tal ordem gratificante a nível pessoal, que muitas vezes o encontramos como uma das formas de combater a depressão.

Mas eu acredito que o voluntário acima de si, deve ter a vontade de ajudar o próximo, de dar de si para o outro e com isto trabalhar para um Mundo melhor e para uma humanidade mais consciente.

Com a chegada do natal ( que já está aí à porta) muitas são as campanhas de solidariedade que solicitam a participação de gente com vontade de trabalhar. Então eu decidi investigar se também existe voluntariado para crianças. E porque não? Afinal é desde pequenos que começamos a formar os nossos valores.

 

Primeiro convido-vos a ler a Declaração Universal sobre o Voluntariado para compreenderem um pouco mais sobre a importância do voluntariado.

 

Como contribui o voluntariado para a formação pessoal da criança?

– Desenvolve suas capacidades e aptidões da criança. Veja como o projeto Book Buddies, contribuiu para o desenvolvimento na leitura infantil.

“De acordo com estudos realizados na Tufts University:
– Animais de estimação podem ser considerados como uma fonte de apoiobook-buddies-mattighan-pagan
– A interação entre humano e animal pode tornar o processo de aprendizagem mais confortável e agradável para as crianças
– Crianças autistas que tiveram contato com animais demonstraram um aumento significativo do uso da linguagem e melhoras nas interações sociais
– Os animais podem não ter uma presença ativa na leitura, mas fornecem apoio e conforto para as crianças, sem julga-las.” in o verso do universo 

– Compreendem o papel que cada um tem na preservação do ambiente, da comunidade e nas relações humanas. Conheça este projeto no Brasil que envolveu 50 mil crianças em regime de voluntariado:  Mãos que ajudam.

 

Leve os seus filhos!

Quando tive a oportunidade de participar na recolha de alimentos para o Banco Alimentaralguns dos parceiros que estavam comigo puderam levar os seus filhos para esta iniciativa. E é muito engraçado assistir ao empenho deles na recolha dos sacos e a informar as pessoas o que é necessário. Penso que é uma boa oportunidade para lhes mostrar a importância de ajudar o próximo deixá-los participar.

É já muito frequente encontrar crianças a participar nestes eventos de recolha de alimentos para desfavorecidos ou campanhas de recolha de alimentos para animais, é sinal que se preocupam e estão dispostos a ajudar.

 

Quando são mais crescidotes:

Este verão encontrei um largo número de adolescentes nas praias da linha de Cascais a fazer limpeza de praia. Não sei se o trabalho seria voluntário, mas acredito que sim. É bom perceber que existem jovens preocupados com a manutenção dos espaços públicos e preservação do ambiente.  Penso que também os podiam colocar a fazer campanhas de sensibilização junto da população, pois isso também iria enriquecer o seu currículo e iriam sentir-se importantes por estarem a ensinar os mais velhos!

 

Participe!

Como pai e mãe dê o exemplo! Participe em campanhas de voluntariado e explique aos seus filhos a importância das mesmas para combater a desigualdade social, o egoísmo, a ganância e para desenvolver o altruísmo e a cooperação.

Nas campanhas de recolha, se puder (porque sei que a vida está complicada), mas se puder, participe e peça ajuda ao seu filho para reunir os alimentos ou outros objetos para dar no final das compras.

Agora no Natal existem muitas campanhas de recolha de brinquedos, faça com que ele separe alguns e os leve para dar aos meninos mais desfavorecidos!!!! Afinal o Pai Natal é para todos!

 

 

Muita luz!