As crianças e os jovens de hoje – Capítulo 2: educando a mente, espírito e corpo

Olá, olá!

Como vão as coisas desse lado? Por aqui vão como sempre, com muita vontade de partilhar mais uma ideias:)

Eu gosto mais da noção de partilha de ideias do que um debate de opiniões. A palavra opinião para mim é um estratagema do ego, uma vontade apenas de ter razão, por outro lado a noção de ideia transmite algo pensado com carinho e com um intuito:)

Eu também gosto quando vocês partilham ideias comigo. Comentem, mandem mensagens pelo facebook, isto é muito mais interessante quando partilhado🙂

E hoje continuamos a falar desta nova geração que será o futuro, como a nossa é a dos nossos pais, e a dos nossos pais foi a dos nossos avós! Já repararam nesta ideia linda! Estamos num presente a viver o futuro dos outros. Que grande responsabilidade esta de uma geração herdar os sonhos da anterior…e os problemas também!

Mas é para falar das crianças e dos jovens de agora que hoje estou mais uma vez aqui, nesta minha luta árdua mas tão querida de acreditar que hoje conseguimos educar com mais consciência que ontem para construirmos futuros adultos, felizes, capazes, completos e full all love🙂

Pegando na ideia de todo o ser é tridimensional (mente, espírito e corpo) que comecei a desenvolver no capítulo um deste artigo ( se ainda não leste clica aqui) temos que relembrar que as crianças não são excessão.

Eu acredito na reencarnação e como tal, cada vez que olho para uma criança vejo nela um ser espiritual que está num corpo pequenino e fofinho para despertar nos progenitores o amor incondicional para o amar e amar até não haver amanhã! Por vezes acredito que o verdadeiro milagre da vida não é nascer, mas sim o amor que reside nos laços de pais e filhos. Porque desenvolver esse amor é a verdadeira aventura!

E com isto, a criança é um ser que traz consigo muitas vivências anteriores, muita sabedoria e muitos desafios a enfrentar! Que coincidência, nós adultos também, a diferença é que já levamos algum avanço educacional na presente vida.capture_76

Educar uma criança, não deve estar restringindo a ensinar-lhe a atar os atacadores, a comer com faca e garfo, a olhar para os lados quando atravessa a estrada, a manda-lo para escola. Tudo isso que é muito necessário para o desenvolvimento da criança, mas a educação espiritual, a forma como pensa e como trata o seu corpo não devem ser esquecidas!

Educando o espírito:

A maior parte dos pais, e eu acredito que cada mãe e pai educam mediante os seus valores morais e eu respeito o ponto de vista de cada um, e sei que cada um dá o melhor de si, mas também acredito na liberdade espiritual.

Educar espiritualmente alguém é ensiná-lo a conectar-se com o seu Eu superior. Ensiná-lo a ficar em silêncio e escutar a sua voz interior. Isso traz segurança nas decisões. Uma criança que se habitua deste tenra idade a dar ouvidos a si mesma será um adulto confiante nas suas decisões e dificilmente se deixará esmagar pelas massas e com isto quem sabe criar uma sociedade mais real e menos artificial.

O silêncio interior :

  • Reduz a ansiedade
  • Acalma e liberta do stress
  • Permite o contacto com o nosso Eu interior e com isto ma maior capacidade de definir objetivos e conquistá-los!

Incentive os seus filhos/ educandos a meditarem com algum frequência. Podem fazê-lo em casa, nas escolas e em tantos lugares que atualmente já desenvolvem a prática de meditação para crianças/ jovens.

Aprenda a escutar as ideias dos seus filhos. Questione-os mais vezes como se sentem, o que desejam, o que gostavam de ver mudado. Permita que eles sejam parte integrante das suas próprias vidas!

Educando a mente:

Este é tão complicado!!! Nós adultos sabemos o quanto a nossa mente é necessária mas por vezes tão chatinha de se aturar! Nunca sentiram aquela vontade de esvaziar a mente e poder sentir uma leveza! Ui, eu já tantas e tantas vezes. Eu também sou muito mental, penso demasiado nas coisas e eu não acho que Penso logo existo, eu sou mais do género que existo a pensar…ahahaha.

Educar a mente dos mais jovens também deve ser um processo contínuo e quanto mais cedo melhor! Uma mente sã permite uma atitude mais refletida. Cria um ser humano mais feliz consigo mesmo, e mais consciente das suas decisões.

Como? Então…a partir de hoje não pensas mais! Nada disso! Mas sim, a partir de hoje vais começar a pensar de outra forma! E vocês perguntam de novo, como? Ensinado-o a pensar de forma diferente:

  • Quando tiver pensamentos maus, sugerir que pense em algo engraçado, como por exemplo no acontecimento que o tenha deixado muito bem disposto. E faça disso um hábito, pensamento mau, troca por momento bom.
  • Quando falarem de como vêm uma situação pela negativa, ensino-o a ver o lado positivo da questão. Ou então mude esse pensamento para uma ação. Ex: ” Estou chateado porque o João não quer jogar a bola comigo!” Em vez de: ” Deixa lá não penses mais nisso!” Que tal: ” E porque isso acontece?!” Talvez respondendo a questões o seu filho compreenda os motivos e com isso tenha uma atitude diferente perante o problema.
  • Aqui também é muito importante a prática da meditação. Porque se a educação espiritual começar a ser desenvolvida, a mente será um local bem mais paradisíaco para a criança/ jovem.

Educando o corpo:

E não deixando de parte a nossa biologia, o nosso corpo também precisa de ser amado e estimado!

  • Promova que pratique um desporto ( aqui a ioga faz um jeitão!)
  • Crie bons hábitos alimentares. Se na cantina da escola a comida for intragável e se a criança concordar, mande marmita. Agora está tão na moda! Ehehehe.
  • Esteja atento, especialmente nas raparigas se não tem nenhum distúrbio alimentar.
  • Ensine o quanto o nosso corpo é sagrado. My body is my temple. Ensine o quanto é bom termos respeito pelo nosso corpo. É onde a nossa alma habita. É a nossa expressão pessoal para o mundo. Ensine-o a ser grato pelo corpo que tem.

Moral da história!

Como podem verificar esta teoria de educar baseado no aspecto tridimensional do ser humano, obriga-nos a educar de forma global. Como se cada um de nós fosse o centro destes três grandes pilares, que só em equilíbrio nos mantém firmemente de pé.

Uma espiritualidade desenvolvida, faz-nos ver que somos todos um. Permite-nos alcançar desde sempre um estado de tranquilidade que trará ao mundo uma sociedade mais consciente, mais tranquila e com objetivos bem mais definidos.

Uma mente sã, termina com os nossos horrores pessoais. É o caminho contra a depressão, o stress e a ansiedade. Com isto, as pessoas vão criar estilos de vida muito mais aprazíveis, e muitas estruturas de massas que se aproveitam deste estado permanente de alerta em que estamos acabaram por cair por terra.

Um corpo saudável,  garante-nos a energia vital para a vida. A força para caminhar mais além. Para ir quando já não se quer estar. Para abraçar com força, para respirar cada vez mais a vida…

 

…e se não bastasse

Nós como pais e educadores vamos ser os mentores desta nova educação tridimensional. Seremos diariamente desafiados a questionar as nossas velhas crenças, desafiados a encontrar metodologias diferentes para estas crianças da nova Era.

Teremos que perder medos, libertar-nos de certezas e temos que ser os verdadeiros agentes desta mudança.

Eu acredito que cada um só ensina aquilo que sabe, por isso temos muito que aprender, com eles e com o nosso Eu Interno!

 

Que a vida vos sorria sempre

Aisha

 

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As crianças e os jovens de hoje – Capítulo 1: a criança e o jovem como um todo.

Olá amigos. Como estão por aí? Eu estou cheia de vontade de uma conversa franca, e com o frio que por aqui faz, acompanhada por uma chávena de chá quentinho seria o ideal! Há tanta coisa que uma noite bem dormida, um banho quente e uma chávena de chá podem curar, que eu acho que devia ser tido como a santíssima trindade da medicina natural:)

Eu sei que me ausento com alguma facilidade, mas a verdade é que momentos de inspiração necessitam de dias de experiência, e é no meu absentismo literário que consigo encontrar assuntos bons e interessantes para partilhar e deixar ao vosso critério a sua análise ou não. Se bem que eu sou uma defensora acérrima da mente crítica. Não é criticar os outros, mas sim manter uma mente sempre avaliadora daquilo que nos conta para tomarmos as nossas decisões.

Eu gosto muito de vos ter por cá, é sinal que o tema da educação vos é tão querido quanto a mim, e espero que também preocupante, de modo a que possamos unir forças, e quem sabe lançar as sementes da mudança esperando que o futuro as regue e as faça florescer.

Muito do que tenho lido, observado e escutado parece-me limitado a duas partes da criança/ jovem: corpo e mente.

Nós somos tridimensionais: espírito, mente e corpo, e as crianças/ jovens não são exceção.

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É por isso que neste primeiro capítulo de uma sérias de assuntos que vou abordar sob o tema As crianças e os jovens de hoje, começo por vos relembrar que a estes miúdos além de serem ótimos com i-phones são também seres espirituais e tridimensionais.

Talvez tenha ficado a pensar nos seus filhos de forma diferente agora. Eu pelo menos acho que esta linha de pensamento nos deverá relembrar o respeito que devemos ter por cada criança, porque ele é um ser, que tal como nós os grandes está em eterna evolução, só que ainda precisa que lhe mudem as fraldas, lhe peguem ao colo, lhe atem os sapatos, que lhe ensinem a escrever, a estudar e arrumar o quarto.

Engraçado porque nós adultos também ainda temos tanto para aprender e somos tão condescendentes com as opiniões e desejos infantis.

Neste primeiro capítulo eu convido-vos a começarem a olhar para os vossos filhos, educandos, para todas as crianças, como seres em expansão. E essa expansão não é só ficar no quadro de mérito, entrar para a faculdade, não fumar, casar, ter filhos. A verdadeira expansão do ser humano é descobrir a sua verdadeira essência, o seu propósito. É ter sonhos e deixá-lo sonhar, é ter dúvidas e deixá-los descobrir, é querer e por vezes perder para aprender.

Nós pais fazemos um trabalho maravilhoso que é educar. Eu acredito que pais e mães dão o seu melhor na educação dos filhos. Se é a mais acertada, não sei, mas é certamente aquela que eles acreditam que mais beneficia o seu filho, e isso é errar com amor:)

O problema é que os filhos, como tudo na nossa vida, fazem parte do nosso ENOOOORME grupo de espetativas:( Nós temos espetativas sobre tudo, e por isso é que temos grandes desilusões. Quando transformamos espetativas falhadas em aceitação e começarmos a agir em conformidade, o significado da palavra desilusão poderá desaparecer do dicionário.

O que pretendo dizer com isso, não tentem moldar os vossos seres pequeninos que estão numa grande expansão num concretizar das vossas espetativas:( Deixem que sejam eles a mostrar-vos de que forma eles querem crescer e se afirmar no mundo.

O importante meus caros é passar-lhes valores, o valor do amor, da amizade, do respeito, da gratidão. Mas deixem-nos sonhar:)

Agora que me desviei um pouquinho da temática de ver a criança como um todo, volto ao meu ponto de partida.

É necessário e urgente que a sociedade foque a educação nestes três paradigmas: espírito, mente e corpo.

De que vale dizer-mos que os miúdos de agora são mais imaturos, mais despreocupados e parecem já trazer na genética um sinal WI-FI quando nos desresponsabilizamos de educá-los no seu todo.

Eu não digo que lhes impinjam uma religião, um desporto, e sempre notas altas na escola. Digo sim que é necessário educar a sua forma de pensar. Como: desenvolvendo a meditação nas escolas e em casa. Criando aulas de crescimento pessoal, onde possam ser debatidos temas que os preocupem e que sejam realmente importantes.

Fazer inquéritos aos estudantes do que gostariam de ver mudado no ensino, e dar-lhes realmente ouvidos e por em pratica um currículo escolar que se adeqúe aos seus níveis de exigência.

Muitos de vocês aqui já leram os meus artigos sobre as chamadas crianças da Nova Era, e não podemos fazer vista grossa a esta nova energia que todos os dias atravessa os portões da escola e se junta a nós à mesa de jantar.

Eles não conseguem viver sem sufocar num sistema que nada tema  ver com eles. Eles precisam de estímulos, de conversas francas e inteligentes. Eles precisam de respostas às suas questões. Eles precisam que os deixemos revolucionar o mundo. Como? Deixando de usar a expressão: ahh no meu tempo…

Como dizia uma colega minha de trabalho, o meu tempo é agora, afinal não estou agora viva?

Nós tivemos o nosso tempo de bébes, de crianças de colo, o nosso primeiro dia de escola. A entrada na escola dos grandes. Tudo isso aconteceu no nosso tempo para tal. Agora é o nosso tempo de sermos pais conscientes e compreendermos que os tempos mudaram.

O meu convite está lançado, para que olhem para as crianças/ jovens de hoje através do seu aspecto tridimensional. Que respeitem a sua espiritualidade, não os forçando a crenças, mas ensinando-lhes táticas para que desde sempre se conectem com o seu Eu maior. Para que estejam mais atentos à sua sabedoria interna e não tenham vergonha de o assumir. Ensinem-lhes a pensarem pela sua cabeça. Que os seus sonhos são tão importantes como o de todos os outros seres humanos.

Ensinem-lhes verdades, mostrem-lhe o lado bom da vida e que se foquem nisso. Ensinem-lhes o respeito pelo outro e a noção de igualdade. Que a diferença é apenas outra forma de ser e amar e que não há nada de errado nisso.

Levem esta mensagem a outros pais, às escolas, a todo o lado. Sejamos pais maiores. Sejamos aqueles que aceitamos educar esta nova geração evoluída e cumpramos aquilo a que nos comprometemos nas outras esferas espirituais.

Não tenhamos medo que eles deixem emergir a sua missão de vir mudar as mentalidades. Sejamos apoio e não a contradição:)

Muita luz

Aisha Sky

 

ps: no próximo artigo, vou dar algumas dicas de como educar segundo o paradigma da tridimensionalidade 🙂

 

 

A espiritualidade e as crianças – parte 2

Seres lindos, que eu sei que são… como prometido avanço para a segunda parte deste post “um bocadinho grande”, para conversarmos um pouco mais sobre isto do despertar da espiritualidade nas crianças.

Aconselho a quem ainda não leu a darem uma vista de olhos na primeira parte deste artigo!

Será que é fácil? Será mais difícil para eles ou para nós? Por onde começar? Eles vão entender?

Acredito que existam muitas outras e mais questões sobre este tema, o que é bom, porque desenvolver o espírito critico ajuda-nos a questionar, e questões levam-nos as respostas, às nossas próprias respostas.

maxresdefaultEu acredito que a espiritualidade é algo que deve ser natural, ou seja, não é nada que deva ser imposto, porque isso gera uma obrigação e um seguir das crenças do outro e não as nossas. O que pretendo dizer com isto, é que nós  pais orientamos os nossos filhos segundo os nossos valores e crenças, e não há nada de errado nisso, mas é necessário deixar sempre aquele espaço de escolha, porque eles apesar de serem crianças, são almas que já reencarnaram muitas vezes, e por isso têm o seu caminho individual de amadurecimento espiritual! E você pode ser um católico muito convicto e o seu filho encontrar respostas no budismo, no espiritismo, na meditação…onde for.

Muitas  religiões  parecem mais focadas em que os seus crentes sigam as suas regras do que as suas bases de fé e poder espiritual, se vamos tornar este desenvolvimento espiritual das crianças idêntico ao dever de fazer a cama, o de levantar o prato, acho que começamos mal.

Tem que ser devagarinho, conversando, explicando e deixando que a criança vá trazendo essa realidade para a sua vida, com o seu tempo, com o seu método e da forma que o faz mais feliz.

Bom, para resumir esta introdução, penso que devemos começar por compreender, que a espiritualidade é algo novo na vida das nossas crianças, pelo menos nesta vida terrena, porque dela sabem eles muito bem. Que é algo que vai de certa forma mexer com a sua gentileza infantil, que vai ser uma descoberta, um porto de abrigo e um abrir de portas emocional.

Precisamos de ser base para eles, se queremos ensiná-los o valor da fé, o valor de algo superior, o valor do crescimento pessoal, não podemos nós ficar fechados na concha da zona de conforto e não abraçar este caminho que pode ser feito a dois ou com toda a família.

Se uma energia dentro das 4 paredes se começa a sintonizar, tudo a sua volta ganha uma energia diferente e tudo se vai compondo.

Por hoje deixo-vos aqui.

Queria lançar um desafio, queria que cada um de vocês pensasse na melhor forma de desenvolver a espiritualidade nos vossos filhos, alunos, crianças que amem, respeitando o seu Eu individual…partilhas são bem vindas.

Muita Luz

Aisha

A espiritualidade e as crianças – parte 1

Olá pais, amigos, educadores, pessoas lindas…aviso e acredito que este post vá ser longo.

Afinal há tanta coisa para falar sobre espiritualidade, e se a esse tema juntamos as crianças, muito mais haverá pode dizer!

Quando comecei o Crianças de Luz, ainda sentia algum receio em abordar alguns temas, não porque não acreditasse neles, mas pelo receio que a minha exposição sobre as minhas crenças pudesse não ser muito benéfica para mim. A verdade, é que como tudo felizmente evolui, eu também deixei de ter medo da inquisição social e decidi que quando mais verdadeira sou comigo, mais leve a minha forma de ser é.

Esta breve introdução surge como alguns receios que nós pais temos em abordar e desenvolver certos temas com os nossos filhos e não é só o medo de que eles não estejam aptos para os entender, mas pela exclusão social que isso possa acarretar.

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Não é fácil para uma criança na escola dizer que faz meditação, que é iniciado em reiki. Que tem guias espirituais por perto…bom se eles também jogarem à bola até que podem ser porreiros!

Não é fácil! Mas não é impossível…e é tão necessário.

Uma das coisas que aprendi recentemente é que a depressão é uma grande falta de ligação com o espiritual. A depressão não se conecta com o pensamento positivo, ela não assenta na fé, ela não acredita que cada um tem o poder para ser mais e melhor. Ela não acredita que nós nos podemos curar a nós próprios.

Grande parte das nossas crianças nos dias de hoje se sentem desajustadas, mas este é um tema que já discuti várias vezes no crianças. A sensação de desajuste causa: sentimentos de não pertença, de solidão, de raiva, de agressão, de baixa auto estima. Se num adulto sabemos que estes sentimentos levam a quadros menos simpáticos, nas crianças não é muito melhor.

Por isso eu acredito nas abordagens diferentes, por isso eu quero acreditar que existem opções mais completas para fazer a viragem.

Quando falamos das crianças indígo, falamos deste jovens de agora que estão a batalhar na mudança. Eles são como a frente de combate que está a desbravar caminho para as mudanças das quais todos nós tantos ansiamos e necessitamos.

Eles são os pioneiros, e com isso os que mais sofrem com a resistência que encontram pela frente.  Ouvimos todos os dias o quanto o mundo está mal, mas quando aparece alguém  dizendo que está em nós o poder de mudar, chamam-no de louco!

E é contra esta resistência na mudança que os nossos filhos estão neste momento.

Já se imaginaram neste lugar?

Vamos pensar em nós os mais crescidos. Muitos de nós trabalham em grandes multinacionais.  Muitos desses trabalhos estão tão estabelecidos, que dão tolerância zero a qualquer hipótese de mudar. Nós ate podemos ter muitas ideias, apresentar sugestões que sabemos que vão melhor as condições e os resultados, mas há sempre aquele alguém que não pode sair da sua zona de conforto que nos dá um valente não!

Isso causa: descrença, desânimo, desmotivação.

Os nossos indígo se não se fortalecem vão também ficar descrentes, desanimados, desmotivados e ainda o outro grande D, vão desistir!

Eles são crianças, nós somos pilares: pais, professores, educadores, terapaeutas…e se nós os pilares não tivermos firmeza suficiente…eles desabam.

Por isso na 2ª parte deste artigo eu vou conversar com vocês sobre o papel, o grande papel que o desenvolvimento da espiritualidade tem nas crianças, e o quanto esse pode ser um dos seus maiores pilares.

 

Muita luz

Aisha

 

 

 

O novo paradigma da educação: Educar com amor!

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Hoje venho falar de algo que não é novo por aqui, de algo que não é novo no mundo nem na sociedade. Venho falar daquele tema tão controverso mas que devia ser tão simples que é a educação!

Educar…educar para mim é ensinar, é transmitir, é ajudar a ver, é ajudar a crescer! Isto é o que é a educação para mim, para mim que não sou professora, mas sim uma pessoa que como qualquer outra, alguma vez na vida vai educar alguém.

Educar não é fácil, não é fácil, porque trata-se de dar de nós ao outro…e para isso é necessário que o outro esteja disposto a ouvir e a aprender connosco.

Esse para mim é o segredo, esse despertar de vontade e de curiosidade no outro é o segredo para uma boa educação. Ninguém aprende se tapar os ouvidos, ninguém aprende se tapar os olhos ou fechar a boca…ninguém aprende se não tiver disposto.

Nos dias de hoje acho que ensinamos muito as crianças que estão de olhos e ouvidos tapados e boca fechada…porquê? Porque lhe estamos a limitar a criatividade. Porque estamos a ter com ela um conversa apenas de um sentido…por nos esquecemos que um diálogo tem que ser de fala e escuta!

Nós verdadeiramente escutamos as crianças? 

O meu tema de hoje é sobre as novas formas que se poderiam abraçar para educar com amor. Educar dando espaço ao outro. Educar de forma a desenvolver no outro a vontade de aprender.

Fala-se muito dos transtornos infantis nos dias de hoje, mas será que no fundo ( e não quero aqui negar quaisquer análises médicas e crenças), mas será que no fundo não será uma forma das crianças exprimirem o quando se começam a sentir desajustadas aos métodos de ensino?

Muitas escolas surgem hoje com modelos educativos alternativos que vêm preencher estas lacunas. Elas pretendem adaptar-se ao ritmo de aprendizagem das crianças…logo são como que uma resposta ao que está a faltar ao ensino…humanização…amor!

Não digo com isto que não existam grandes profissionais na educação, pessoas que se interessam e que vêem os seus alunos como uma extensão daquilo em que acreditam, mas e os modelos? A duração das aulas? O estar quieto o tempo todo?

Nem nós adultos obedecemos as estes critérios no mundo profissional! Nós podemos falar com o nosso colega do lado. Fazer uma pausa quando estamos cansados. Discutir as ideias e apresentar propostas…Não trazemos TPC para casa.

Mas na escola não.

 

Amigos,

apenas muito amor…apenas trabalhar para este vazio onde cabe muito amor!

 

Aisha

 

TOD – Transtorno de Oposição e Desafio – sabe o que é? – 4ª parte

pais-o-que-nao-dizer-aos-filhosOlá amigos, sei que demorei um pouco a terminar esta temática, mas hoje deixo aqui as últimas considerações sobre o TOD.

A verdade é que sei que muita gente nunca tinha ouvido falar neste transtorno, eu inclusive, mas é sempre bom conhecer novas abordagens, novas teorias, e novas soluções quando os mais pequenos são um autêntico desafio.

Eu costumo dizer que o meu filho é um grande desafio…mas na realidade eu acho que qualquer filho representa uma parte desafiante da nossa vida que acaba por ser um desfio connosco mesmos!

Cada criança à sua maneira exige dos pais uma educação baseada no amor e no respeito, e isso é definitivamente um desafio. Ser pai e mãe é saber sermos nós e sabermos ser aquilo de tão importante que somos para eles.

Muita vezes quando olho para o meu filho, sei que para ele sou aquilo que a minha mãe é para mim…e aí cai um peso de responsabilidade emocional!

Vamos ao TOD?

Tratamento:

Se verificar no seu filho um comportamento constante com os sintomas já indicados, procure a ajuda e avaliação de um terapeuta. Com o seu auxilio vão poder criar um quadro onde se enquadre a sua criança e com isso estipular as melhores medidas para que possa ajudar o seu filho da melhor forma.

Certamente que irá apresentar um conjunto de técnicas que ajudaram a mudar alguns comportamentos do seu filho.

Tente fazer a ponte com a escola, falando com professores de modo a que o seu filho rebelde. comece a ser encarado como uma criança que necessita de uma abordagem pedagógica diferente.

Uma boa técnica para ajudar os seus filhos, é com quadros de objetivos.

Regras para lidar com estas crianças:

–    FALE DE PERTO COM A CRIANÇA
–    REGRAS DEVEM SER SIMPLES E AS ORDENS CLARAS
–    PEÇA À CRIANÇA PARA REPETIR AS ORDENSrecompensa
–    NUNCA ORDENE EM FORMA DE PERGUNTA
–    NÃO DÊ ESPAÇO PARA UMA NEGATIVA
–    NÃO CONVERSE NA HORA DA RAIVA
–    ELOGIO E RECOMPENSA SÃO SEMPRE MAIS ADEQUADOS QUE A PUNIÇÃO PARA MODIFICAR COMPORTAMENTOS, MAS ISTO DEVE SER PLANEJADO COM ORIENTAÇÃO DE UM PROFISSIONAL CAPACITADO.
–    AS RECOMPENSAS NÃO PRECISAM SER MATERIAIS, EXIGINDO GASTOS
–    NÃO TENHA MEDO DE DIZER NÃO
–    TOLERE A FRUSTRAÇÃO DE SEU FILHO
–    REFORCE PEQUENOS AVANÇOS DE COMPORTAMENTOS ADEQUADOS
–    CONCEDA A SEU FILHO O DIREITO DE COMETER ERROS
–    CONCEDA A SI MESMO O DIREITO DE ERRAR E NUNCA DESISTA

 

Leia ainda a 1ª parte , 2ª parte e 3ª parte deste artigo.

 

Muita Luz