As crianças e os jovens de hoje – Capítulo 1: a criança e o jovem como um todo.

Olá amigos. Como estão por aí? Eu estou cheia de vontade de uma conversa franca, e com o frio que por aqui faz, acompanhada por uma chávena de chá quentinho seria o ideal! Há tanta coisa que uma noite bem dormida, um banho quente e uma chávena de chá podem curar, que eu acho que devia ser tido como a santíssima trindade da medicina natural:)

Eu sei que me ausento com alguma facilidade, mas a verdade é que momentos de inspiração necessitam de dias de experiência, e é no meu absentismo literário que consigo encontrar assuntos bons e interessantes para partilhar e deixar ao vosso critério a sua análise ou não. Se bem que eu sou uma defensora acérrima da mente crítica. Não é criticar os outros, mas sim manter uma mente sempre avaliadora daquilo que nos conta para tomarmos as nossas decisões.

Eu gosto muito de vos ter por cá, é sinal que o tema da educação vos é tão querido quanto a mim, e espero que também preocupante, de modo a que possamos unir forças, e quem sabe lançar as sementes da mudança esperando que o futuro as regue e as faça florescer.

Muito do que tenho lido, observado e escutado parece-me limitado a duas partes da criança/ jovem: corpo e mente.

Nós somos tridimensionais: espírito, mente e corpo, e as crianças/ jovens não são exceção.

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É por isso que neste primeiro capítulo de uma sérias de assuntos que vou abordar sob o tema As crianças e os jovens de hoje, começo por vos relembrar que a estes miúdos além de serem ótimos com i-phones são também seres espirituais e tridimensionais.

Talvez tenha ficado a pensar nos seus filhos de forma diferente agora. Eu pelo menos acho que esta linha de pensamento nos deverá relembrar o respeito que devemos ter por cada criança, porque ele é um ser, que tal como nós os grandes está em eterna evolução, só que ainda precisa que lhe mudem as fraldas, lhe peguem ao colo, lhe atem os sapatos, que lhe ensinem a escrever, a estudar e arrumar o quarto.

Engraçado porque nós adultos também ainda temos tanto para aprender e somos tão condescendentes com as opiniões e desejos infantis.

Neste primeiro capítulo eu convido-vos a começarem a olhar para os vossos filhos, educandos, para todas as crianças, como seres em expansão. E essa expansão não é só ficar no quadro de mérito, entrar para a faculdade, não fumar, casar, ter filhos. A verdadeira expansão do ser humano é descobrir a sua verdadeira essência, o seu propósito. É ter sonhos e deixá-lo sonhar, é ter dúvidas e deixá-los descobrir, é querer e por vezes perder para aprender.

Nós pais fazemos um trabalho maravilhoso que é educar. Eu acredito que pais e mães dão o seu melhor na educação dos filhos. Se é a mais acertada, não sei, mas é certamente aquela que eles acreditam que mais beneficia o seu filho, e isso é errar com amor:)

O problema é que os filhos, como tudo na nossa vida, fazem parte do nosso ENOOOORME grupo de espetativas:( Nós temos espetativas sobre tudo, e por isso é que temos grandes desilusões. Quando transformamos espetativas falhadas em aceitação e começarmos a agir em conformidade, o significado da palavra desilusão poderá desaparecer do dicionário.

O que pretendo dizer com isso, não tentem moldar os vossos seres pequeninos que estão numa grande expansão num concretizar das vossas espetativas:( Deixem que sejam eles a mostrar-vos de que forma eles querem crescer e se afirmar no mundo.

O importante meus caros é passar-lhes valores, o valor do amor, da amizade, do respeito, da gratidão. Mas deixem-nos sonhar:)

Agora que me desviei um pouquinho da temática de ver a criança como um todo, volto ao meu ponto de partida.

É necessário e urgente que a sociedade foque a educação nestes três paradigmas: espírito, mente e corpo.

De que vale dizer-mos que os miúdos de agora são mais imaturos, mais despreocupados e parecem já trazer na genética um sinal WI-FI quando nos desresponsabilizamos de educá-los no seu todo.

Eu não digo que lhes impinjam uma religião, um desporto, e sempre notas altas na escola. Digo sim que é necessário educar a sua forma de pensar. Como: desenvolvendo a meditação nas escolas e em casa. Criando aulas de crescimento pessoal, onde possam ser debatidos temas que os preocupem e que sejam realmente importantes.

Fazer inquéritos aos estudantes do que gostariam de ver mudado no ensino, e dar-lhes realmente ouvidos e por em pratica um currículo escolar que se adeqúe aos seus níveis de exigência.

Muitos de vocês aqui já leram os meus artigos sobre as chamadas crianças da Nova Era, e não podemos fazer vista grossa a esta nova energia que todos os dias atravessa os portões da escola e se junta a nós à mesa de jantar.

Eles não conseguem viver sem sufocar num sistema que nada tema  ver com eles. Eles precisam de estímulos, de conversas francas e inteligentes. Eles precisam de respostas às suas questões. Eles precisam que os deixemos revolucionar o mundo. Como? Deixando de usar a expressão: ahh no meu tempo…

Como dizia uma colega minha de trabalho, o meu tempo é agora, afinal não estou agora viva?

Nós tivemos o nosso tempo de bébes, de crianças de colo, o nosso primeiro dia de escola. A entrada na escola dos grandes. Tudo isso aconteceu no nosso tempo para tal. Agora é o nosso tempo de sermos pais conscientes e compreendermos que os tempos mudaram.

O meu convite está lançado, para que olhem para as crianças/ jovens de hoje através do seu aspecto tridimensional. Que respeitem a sua espiritualidade, não os forçando a crenças, mas ensinando-lhes táticas para que desde sempre se conectem com o seu Eu maior. Para que estejam mais atentos à sua sabedoria interna e não tenham vergonha de o assumir. Ensinem-lhes a pensarem pela sua cabeça. Que os seus sonhos são tão importantes como o de todos os outros seres humanos.

Ensinem-lhes verdades, mostrem-lhe o lado bom da vida e que se foquem nisso. Ensinem-lhes o respeito pelo outro e a noção de igualdade. Que a diferença é apenas outra forma de ser e amar e que não há nada de errado nisso.

Levem esta mensagem a outros pais, às escolas, a todo o lado. Sejamos pais maiores. Sejamos aqueles que aceitamos educar esta nova geração evoluída e cumpramos aquilo a que nos comprometemos nas outras esferas espirituais.

Não tenhamos medo que eles deixem emergir a sua missão de vir mudar as mentalidades. Sejamos apoio e não a contradição:)

Muita luz

Aisha Sky

 

ps: no próximo artigo, vou dar algumas dicas de como educar segundo o paradigma da tridimensionalidade 🙂

 

 

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O desafio de sermos uma melhor versão

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Desde que comecei a escrever o Crianças de luz, que muito em mim mudou de sentido. Se antes eu me preocupava em encontrar soluções externas para as situações, agora relaxo e escuto as respostas internas…são mais sábias e exatas.

Na realidade fui eu que atravessei vários caminhos que me foram levando a novos lugares internos, caminhos esses que eu espero continuarem a abrir-se para mim de igual forma para que eu possa avançar e não ficar nunca presa a uma versão de mim mesma, desatualizada ou até mesmo incómoda.

Iniciei este blog movida pela problemática que a minha relação com o meu filho se tornou. Ele foi um desafio muito alto, grande e complicado durante vários anos, até eu compreender a mais valia que ele era na minha vida. Não só por ser meu filhos, mas por todas as lições que me ensinou em vez de problemas que me causou. E agradeço por ser um processo contínuo em que ambos podemos colaborar um com o outro para crescermos juntos de forma saudável e com respeito e igualdade.

Se é do sofrimento que vem a sabedoria, se é da dúvida que surgem as novas certezas, se do desespero nasce a fé…eu não sei…a verdade é que no meio da escuridão deixei de ter vergonha de acender a luz e deixei que tudo aquilo que simplesmente é se mostrasse a mim. Todos nós possuímos o nosso interruptor interno que apaga a luz quando temos ver e que a acende quando tomamos coragem de viver a vida que temos.

Desafios são efetivamente oportunidades de crescimento.

E o que é isto de crescimento? É amadurecimento? É acumular anos e experiências e tornarmo-nos sábios de umas verdades quaisquer, que são apenas as nossas e não as universais?

O crescimento interno é o nosso maior desafio que está ao alcance de todos mas nem todos o alcançam.

Não era o meu filho, não foi a falta de dinheiro ou a falta de amor. Os períodos de solidão, os choros e as reclamações. Não! Estes não eram os meus reais desafios, o verdadeiro desafio era eu, tal como és tu para ti mesmo, como somos todos nós os nossos únicos desafiadores.

A vida faz-nos crescer. 

Da mesma forma que as rugas nos mostram o passar dos anos, também a nossa sabedoria interna nos mostra o quanto de grandes nos fomos tornando.

O ato de crescer espiritualmente é um desafio. Sim esse por enquanto para nós seres humanos é ainda muito desafiante. Significa quebrar verdades antigas, significa abraçar novas crenças, novos estilos de vida. Acima de tudo implica não culpar o outro pela nossa desgraça. Implica dar a mão e não querer ser melhor do que o outro. Implica destruturar a sociedade…

…já imaginaram o quanto isto é um desafio? E o desafio não é só para as grandes estruturas sociais que iriam sofrer reais abanões, é para todos nós que no meio de toda esta criação nos tornámos cinzentos e vez de luz.

theodore_austin_o_crescimento_espiritual_real_e_somente_ldg5q86.jpgÉ por isso que vos convido a este caminhar gradual pela vida. A perceber que no nosso silêncio reside o mapa para onde devemos ir. Percebendo que cada um tem a sua passada. Que cada um caminha ao seu ritmo. Que uns nunca olham para trás, que outros correm para chegaram mais rápido. Que outros caminham sozinhos e outros no meio da multidão.

Deixo-vos com alguns pontos que acho essenciais para um maior despertar espiritual e para um crescimento interno capaz e saudável:

  • Cultivar a humildade percebendo que somos todos iguais e dignos. Que todos temos o igual valor. Que não são cargos profissionais que nos tornam maiores ou menores, eles apenas definem as nossas responsabilidades.
  • Cultivar a paciência, connosco, com o outro, com a vida. Tido leva o seu tempo. O tempo como o vivemos é distorcido e pouco adaptado. A nossas energia interna também pode funcionar como o nosso relógio pessoal. Cada hora interna a seu tempo, cada minuto..cada segundo. Ser pacientes connosco faz com que nos aceitemos mais e nos julguemos menos…imaginem o que isso nos poderá fazer!
  • Ter um estilo de vida saudável, de pensamentos, atos, alimentação…de tudo.
  • Oiça mais. O mundo está cheio de pessoas que escutam só à espera de terem oportunidade de falar de si mesmas. Escute mais…Temos dois ouvidos e uma boca para ouvirmos mais do que falamos.
  • Ame. A si, os familiares, amigos, colegas, rivais. A natureza, o sol, o mar…a VIDA! Sentir amor e deixar que ele se torne sincero, cria a única energia real que podemos ter!

E deixo a cada um de vocês a possibilidade de acrescentarem esta lista de acordo com a vossa forma de crescer.

Que a nossa mente nos permita sempre sermos uma versão melhor de nós próprios!

 

 

A espiritualidade e as crianças – parte 2

Seres lindos, que eu sei que são… como prometido avanço para a segunda parte deste post “um bocadinho grande”, para conversarmos um pouco mais sobre isto do despertar da espiritualidade nas crianças.

Aconselho a quem ainda não leu a darem uma vista de olhos na primeira parte deste artigo!

Será que é fácil? Será mais difícil para eles ou para nós? Por onde começar? Eles vão entender?

Acredito que existam muitas outras e mais questões sobre este tema, o que é bom, porque desenvolver o espírito critico ajuda-nos a questionar, e questões levam-nos as respostas, às nossas próprias respostas.

maxresdefaultEu acredito que a espiritualidade é algo que deve ser natural, ou seja, não é nada que deva ser imposto, porque isso gera uma obrigação e um seguir das crenças do outro e não as nossas. O que pretendo dizer com isto, é que nós  pais orientamos os nossos filhos segundo os nossos valores e crenças, e não há nada de errado nisso, mas é necessário deixar sempre aquele espaço de escolha, porque eles apesar de serem crianças, são almas que já reencarnaram muitas vezes, e por isso têm o seu caminho individual de amadurecimento espiritual! E você pode ser um católico muito convicto e o seu filho encontrar respostas no budismo, no espiritismo, na meditação…onde for.

Muitas  religiões  parecem mais focadas em que os seus crentes sigam as suas regras do que as suas bases de fé e poder espiritual, se vamos tornar este desenvolvimento espiritual das crianças idêntico ao dever de fazer a cama, o de levantar o prato, acho que começamos mal.

Tem que ser devagarinho, conversando, explicando e deixando que a criança vá trazendo essa realidade para a sua vida, com o seu tempo, com o seu método e da forma que o faz mais feliz.

Bom, para resumir esta introdução, penso que devemos começar por compreender, que a espiritualidade é algo novo na vida das nossas crianças, pelo menos nesta vida terrena, porque dela sabem eles muito bem. Que é algo que vai de certa forma mexer com a sua gentileza infantil, que vai ser uma descoberta, um porto de abrigo e um abrir de portas emocional.

Precisamos de ser base para eles, se queremos ensiná-los o valor da fé, o valor de algo superior, o valor do crescimento pessoal, não podemos nós ficar fechados na concha da zona de conforto e não abraçar este caminho que pode ser feito a dois ou com toda a família.

Se uma energia dentro das 4 paredes se começa a sintonizar, tudo a sua volta ganha uma energia diferente e tudo se vai compondo.

Por hoje deixo-vos aqui.

Queria lançar um desafio, queria que cada um de vocês pensasse na melhor forma de desenvolver a espiritualidade nos vossos filhos, alunos, crianças que amem, respeitando o seu Eu individual…partilhas são bem vindas.

Muita Luz

Aisha

A espiritualidade e as crianças – parte 1

Olá pais, amigos, educadores, pessoas lindas…aviso e acredito que este post vá ser longo.

Afinal há tanta coisa para falar sobre espiritualidade, e se a esse tema juntamos as crianças, muito mais haverá pode dizer!

Quando comecei o Crianças de Luz, ainda sentia algum receio em abordar alguns temas, não porque não acreditasse neles, mas pelo receio que a minha exposição sobre as minhas crenças pudesse não ser muito benéfica para mim. A verdade, é que como tudo felizmente evolui, eu também deixei de ter medo da inquisição social e decidi que quando mais verdadeira sou comigo, mais leve a minha forma de ser é.

Esta breve introdução surge como alguns receios que nós pais temos em abordar e desenvolver certos temas com os nossos filhos e não é só o medo de que eles não estejam aptos para os entender, mas pela exclusão social que isso possa acarretar.

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Não é fácil para uma criança na escola dizer que faz meditação, que é iniciado em reiki. Que tem guias espirituais por perto…bom se eles também jogarem à bola até que podem ser porreiros!

Não é fácil! Mas não é impossível…e é tão necessário.

Uma das coisas que aprendi recentemente é que a depressão é uma grande falta de ligação com o espiritual. A depressão não se conecta com o pensamento positivo, ela não assenta na fé, ela não acredita que cada um tem o poder para ser mais e melhor. Ela não acredita que nós nos podemos curar a nós próprios.

Grande parte das nossas crianças nos dias de hoje se sentem desajustadas, mas este é um tema que já discuti várias vezes no crianças. A sensação de desajuste causa: sentimentos de não pertença, de solidão, de raiva, de agressão, de baixa auto estima. Se num adulto sabemos que estes sentimentos levam a quadros menos simpáticos, nas crianças não é muito melhor.

Por isso eu acredito nas abordagens diferentes, por isso eu quero acreditar que existem opções mais completas para fazer a viragem.

Quando falamos das crianças indígo, falamos deste jovens de agora que estão a batalhar na mudança. Eles são como a frente de combate que está a desbravar caminho para as mudanças das quais todos nós tantos ansiamos e necessitamos.

Eles são os pioneiros, e com isso os que mais sofrem com a resistência que encontram pela frente.  Ouvimos todos os dias o quanto o mundo está mal, mas quando aparece alguém  dizendo que está em nós o poder de mudar, chamam-no de louco!

E é contra esta resistência na mudança que os nossos filhos estão neste momento.

Já se imaginaram neste lugar?

Vamos pensar em nós os mais crescidos. Muitos de nós trabalham em grandes multinacionais.  Muitos desses trabalhos estão tão estabelecidos, que dão tolerância zero a qualquer hipótese de mudar. Nós ate podemos ter muitas ideias, apresentar sugestões que sabemos que vão melhor as condições e os resultados, mas há sempre aquele alguém que não pode sair da sua zona de conforto que nos dá um valente não!

Isso causa: descrença, desânimo, desmotivação.

Os nossos indígo se não se fortalecem vão também ficar descrentes, desanimados, desmotivados e ainda o outro grande D, vão desistir!

Eles são crianças, nós somos pilares: pais, professores, educadores, terapaeutas…e se nós os pilares não tivermos firmeza suficiente…eles desabam.

Por isso na 2ª parte deste artigo eu vou conversar com vocês sobre o papel, o grande papel que o desenvolvimento da espiritualidade tem nas crianças, e o quanto esse pode ser um dos seus maiores pilares.

 

Muita luz

Aisha