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A criança que pediu para nascer

Assim que a mulher descobre que terá um filho, um sentimento solene desperta: o de que a ela foi dada uma tarefa muito importante, de que nela se opera uma vontade divina. E assim ela se abre em devoção a esse ser que eshqdefaulttá por vir, renuncia a seus desejos muitas vezes, abre mão de confortos e vaidades. Mas, antes mesmo desse momento, antes mesmo da concepção, a criança já existia como indivíduo no mundo espiritual. Não era visível fisicamente, mas já estava lá. De acordo com Rudolf Steiner, o criador da antroposofia, pode-se dizer que da mesma maneira que o pai e a mãe se preparam, aguardam e sonham com a chegada dessa criança, aquele espírito também se preparou ao escolher seus pais, os que tornarão possível sua vinda e estadia aqui na Terra.

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É costume dizer-se que as crianças não pediram para nascer, mas na minha opinião  este conceito serve apenas  para nos incutir culpa quando somos menos bons para elas, e eu detesto a palavra e a ideia de culpa ou quando os nossos pais parecem não querer responder às nossas expectativas.

Amar uma criança, os nossos filhos principalmente,  a meu ver é uma capacidade inata do ser. No momento do seu nascimento, o elo criado é tão poderoso, que qualquer pai ou mãe podem assegurar com grande certeza que descobrem o verdadeiro significado do amor incondicional em breves segundos!

No entanto, com as pesquisas que tenho feito em  palestras e leituras, cada vez sou mais crente que este elo não nasce  no momento do nascimento ou da conceção, aí  se intensifica,  é sim na esfera espiritual que este ocorre e se forma ainda antes das almas encarnarem novamente para esta aventura que é a vida!

A primeira vez que li algo sobre isto admito que fiquei incrédula. Eu nasci no seio de uma família em que os meus  pais são muito pouco interessados nos meus gostos pessoais, e imaginar que eu os tinha escolhido não fazia sentido nenhum! Então debati-me internamente durante algum tempo sobre esta nova possibilidade. Na altura admito que não tinha maturidade para entender algo tão complexo, mas agora no presente é me tão cheio de significado e lógica que me faz ver o quanto o nosso desenvolvimento pessoal se interliga no desenvolvimento pessoal dos outros. E isso explica tão facilmente as relações familiares e de amizade que temos em cada uma das nossas vidas neste planeta azul.

Reencarnação: é uma crença milenar, presume que a evolução do espírito humano ocorre por vidas sucessivas onde haveria progresso moral, intelectual e espiritual.

Olhar para os nossos filhos e sentir que fomos escolhidos por eles, além de uma enorme alegria no coração, dá-nos uma responsabilidade extra nesta coisa de os amar e educar.

Também nos faz sentir orgulhosos  pensar no quanto devemos estar agradecidos todos os dias por terem desejado fazer parte desta nossa aventura que é a nossa vida, o nosso caminho e o nosso progresso individual.

Cada vez que olhos para os meus filhos me questiono: porquê eu? Mas com tudo o que tenho aprendido sobre mim ao longo destes anos de maternidade, posso pelo menos compreender o contributo deles em mim…ao contrário tem sido mais difícil, mas é estando atenta aos padrões das vidas deles que posso entender onde melhor  me poderei encaixar para contribuir na sua evolução espiritual.

Dizer que não se pediu para nascer, eu acredito que seja uma afirmação bem errada. Quem procura crescer espiritualmente deseja todas as oportunidades que lhe são dadas para voltar a colocar os pés na Terra e cair e levantar-se todas as vezes que ainda lhe forem necessárias.

Dá próxima vez que olhar os seus filhos ou os seus pais, procure entender porque se escolheram…acredito que vai descobrir imensas coisas sobre si!

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4º chakra – Anahata – Cardíaco – Amor Incondicional

4Amigos, tal como prometido, vamos embarcar juntos nesta aventura energética.

Hoje vamos falar de amor. Da capacidade de amar, a nós e aos outros.

Muita gente fala desta questão do amor incondicional e que só o sente pelos filhos! E acredito que pelos filhos seja quase impossível não sentir esse sentimento, mas também acredito que o ser humano tem capacidade de amar o outro de forma grandiosa. Mas para isso tem que desenvolver muitos valores como o perdão, a confiança, o altruísmo, até conseguir perceber a felicidade que isso enche no peito.

Eu penso que alimentamos muitos ódios desnecessários. Muitas coisas são mais confortáveis para nós se forem culpa dos outros. Isso é pura ilusão. Isso só vai trazer um sentimento de culpa tão grande, mas tão grande, um dia mais tarde!

Cada um tem que ser responsável pelo seu coração. Cada um deve ter a sua abertura para amar e deixar ser amado…há tanta gente que não permite que a amem!

Todos temos um coração, saudável, menos saudável, quebrado, colado, intacto…ou seja, todos nós temos capacidade em amar-nos a nós e ao próximo!

Diz-se que é onde reside a alma humana, será?

Ama-te a ti como amas os outros e ama os outros como te amas a ti!

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cor: Verde

símbolo: Lotus de 6 pétalas.

elemento: Ar

planeta: Lua, Vênus.

 som/ mantra: YAM

 nota musical: FÁ

onde atua:  o sistema circulatório, pulmões, diafragma e timo, irradiando horizontalmente na zona dorsal.

aroma: rosa

minerais: Quartzo rosa, turmalina rosa, rodocrosita, jade rosa, quartzo verde, esmeralda, turmalina verde, aventurina, peridoto, malaquita, dioptásio, kunzita, morgonita, pedra-da-lua, opala.

 

 Seu nome, em sânscrito, é Anahata, que significa “Invicto”.
956b34b790e4b8ce2376d5e395b657faEste chakra que se situa no centro do tórax  (no meio do peito na área do osso esterno) é o chakra do coração. A nossa cadência emocional, a nossa capacidade de irradiar amor. Fala da nossa capacidade de expressar amor e compaixão.

É considerado um chakra de transição quee serve de intermediário entre as energias terrenas inferiores e as energias espirituais superiores.

Você já parou para pensar o que sente um voluntário? Além de sentir as dores dos outros, que terá que aprender a filtrar para não “tomar as dores dos outros”, e apesar de ter que ir buscar força para apoiar, sente uma felicidade enorme, por ter dado um pouco de si a quem mais precisa.

Eu tenho muita dificuldade em compreender quem só faz se receber dinheiro em troca. Eu acho que se confunde muito, o ajudar com o abusar da vontade dos outros. Não confunda estes dois termos, são completamente diferentes.

Quando se passa a ter maior capacidade de amar incondicionalmente a nós e aos outros, o chakra cardíaco começa a tornar-se mais aberto, à medida que aumenta o seu fluxo de energia nutritiva para os órgãos que ele abastece.

 

Características: quando está equilibrado e com uma boa vibração ensina-nos o que tem a ver com: Amor Divino/incondicional, perdão, compaixão, compreensão, equilíbrio, consciência de grupo e união com a vida. Aceitação, paz, abertura, harmonia, contentamento. A pessoa regra geral é amigável e estabelece e cultiva relacionamentos harmoniosos. Existe uma maior harmonia entre o seu mundo exterior e o interior, o que faz com que esteja menos ligada e menos importado com as humilhações e os bens materiais. A sua função passa por produzir mais sensibilidade na relação com a vida e o mundo, auto-amor e amor por outros, de forma equilibrada e sadia.

Aspectos Negativos: isto sucede quando tem uma baixa vibração: regra geral a pessoa é fria e distante. Ou então sufoca as outras pessoas com tanto amor que lhes dá, e no reverso da medalha, é apenas uma atitude egoísta para preencher o vazio que se criou. Muitas vezes vamos buscar no exterior aquilo que precisamos, e sabemos que amor e felicidade vêm de dentro de cada um de nós. Repressão do amor, instabilidade emocional, desequilíbrio, problemas de coração e circulação. Quantas pessoas deixam de gostar de si mesmas porque tiveram más relações? Isto de nos avaliarmos pelas ideias dos outros é um erro crasso. Lá porque parece que temos karmas a cumprir, também temos a oportunidade de mudar os nossos padrões de comportamento e de escolha.

 

Por isso se sentir todas estas coisas menos boa, centre-se no seu chakra do cardíaco é possível que esteja bloqueado.

Vive agarrado a relações que falharam? Acha que a culpa é sempre dos outros devido à situação que se encontra? Não consegue imaginar a sua vida sem um outra pessoa? Não gosta de si, da sua imagem, das suas ideias, da sua forma de estar ou de ser? Passa a vida a dizer, eu não consigo! Ver os outros felizes incomoda-o?

Sim? Porquê? E responda também:  em que é que estes medos condicionam a minha vida?

 

Correspondência física:
Coração, sistema imunológico, gânglios linfáticos, timo, costela, pulmões.

– QUANDO BLOQUEADO:  Problemas cardíacos, má circulação, problemas nos pulmões, tensão arterial, cãibras, cancro e sida. Problemas relacionados com com a parte superior das costas, com o peito e a cavidade torácica,  pele, sangue e circulação sanguínea. Pode também levar a depressões, dependência  emocional, dificuldade em lidar com frustrações e rejeições e dificuldade em estabelecer intimidade.

 

Técnicas para abrir o chakra cardíaco:

Adote os tons de verde-claro no vestuário ou mentalize-os iluminando seu peito na altura do coração. Folhas e legumes são os alimentos mais indicados para fortalecer esse chacra. Escolha aromas florais e ouça música clássica. Passeios por parques e campos floridos são perfeitos para harmonizá-lo.

Faça voluntariado, não tenha medo de dizer que gosta de alguém!

Tome conta de si. Dedique mais tempo aquilo que realmente gosta de fazer! Não exija tanto e dê mais. Estar na internet não vale! É mesmo para cumprir sonhos de criança!

 

Mantra:  

 

tumblr_m8upcgUTDj1qm64mqo1_500Vou deixar aqui uma imagem que em tempos coloquei no meu moral, que eu gostava que partilhassem no vosso em sinal de que “gostar de nós é um bem essencial e não uma questão de egoísmo!”.

ejam também : 1º Chakra – Raíz2º Chakra – Sacral, 3ºChakra – Plexo Solar

Muita Luz!

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Como lidar com um Indígo

reiAmigos, tendo eu reparado na importância que este tema tem tido junto de vocês, volto a ele com mais algumas ideias que acredito serem importantes reter para lidarmos da melhor forma com as nossas crianças Indigo.

São crianças que se apresentam como um desafio para todos nós e por isso merecem toda a nossa atenção e compreensão para juntos evoluirmos de forma harmoniosa e feliz, e com sensação de dever cumprido.

O que fazer ( para crianças e adolescentes)

1-  Quando  lhe fizer uma pergunta diga-lhes a verdade: além de qualquer pessoa merecer uma resposta real, eles facilmente compreendem se estamos a enganá-los e com isso identificam uma fraqueza nossa e começam a usar isso me seu favor.

2- Não tenham divergências de casal em frente a elas, isso também se aplica a qualquer criança, mas o Indigo também pode aproveitar isso para manipular os pais a seu favor. Eles percebem bem o que se passa entre os pais, e apesar desta sua habilidade, eles não gostam de assistir a discussões ou violência.

3- Nunca os humilhe, tente não ser arrogante com eles. O tratamento deve ser sempre carinhoso. Com isto não significa que não seja firme ou que não estabeleça limites, sim deverá fazê-lo mas de forma a que ele se sinta respeitado como ser que é. Não seja também muito autoritário, não dê ordens sem razão, isso vai fazer com que automaticamente ele se recuse a cumprir as suas ordens. É preciso saber estabelecer estes limites e ires ajustando-os conforme a idade e a situação para desta forma se promover correctamente o crescimento emocional e espiritual da criança. É ser firme e justo ao mesmo tempo.

4- Seja o mais orientador possível. O Indígo por vezes tem dificuldade em ser autónomo, em vez de fazer as coisas por ele, ou lhe dizer tudo, seja um motivador para que ele aprenda a procurar as suas soluções. Dê-lhe opções, explique o porquê dessas opções, assim ele vai começar a ter uma forma de agir mais estratégica.

5-  Mesmo ainda em bebé, fale com ele, explique-lhe o que está fazendo para ele e com ele. Ele vai sentir que lhe está  a dar atenção e fica cheio de vontade de lhe retribuir esse carinho. Utilize uma linguagem carinhosa e calma, pois também o vai ajudar a desenvolver a fala.

6- Não o critique pela negativa, tente apoiá-lo o mais possível, faça com que compreenda os seus erros para perceber como se podem resolver e não se tornarem bloqueios emocionais. E com isso tente não forçar um tema que de não gosta mesmo, ajude a encontrar opções que se encaixem mais à sua personalidade. Deixe que eles tenham os seus projetos para não se tornarem em seguidores. Evite os castigos de: o homem mau vem-te buscar se não comeres a sopa! Ele rapidamente vão perceber que esse homem não existe.

Indigo_Child17- Evite a raiva, os gritos, isso vai fazer com a criança tenha medo de si em vez de se sentir protegida. Se a repreender deixa que ela pense sobre o assunto e o avalie, e quando todos estiverem mais calmos, fale com ela, explique que a atitude não foi correta e que se deve fazer de outra forma. Por mais que seja complicado, tente sempre estar o mais tranquilo possível. Não puna tanto, punir faz florescer o sentimento de culpa, repreenda a atitude, mão a criança, pois isso responsabiliza.

8 – Não discuta sobre ele à frente dele pois ele vai querer participar na discussão. Ou mesmo sobre outro assunto, ele vai sempre querer dar o seu palpite mesmo que não tenha nada a ver com ele.

 

Na escola:

“As turmas do índigo devem ser pequenas e o professor não deve ser um superior, mas um aliado. Uma maneira de trazer a atenção do índigo é lhe passar tarefas significativas, papéis de responsabilidade. Ele deve ser convidado para ser o monitor, um auxiliar do professor e jamais deve ser repreendido em público, muito menos de maneira estúpida ou severa.”

Carta de um aluno Indigo a um professor:

Olá e obrigado por ler a minha carta.

Eu sou aquela criança que normalmente não pára quieta na carteira, e a quem está sempre a dizer para se calar. É que, às vezes, eu entendo as coisas antes do Senhor acabar de explicar a matéria e, se tem de repetir, aborreço-me.

Às vezes posso ser muito mal-educado ou explosivo para chamar a atenção. Gosto de falar de temas que o senhor “acredita” não serem para a minha idade. Está sempre a dizer aos meus pais que não consigo aprender, no entanto, se alguma coisa me interessa aprendo facilmente, mas quando já tenho conhecimentos suficientes ponho de lado porque me aborreço.

Não contesto a autoridade, mas o entendimento e as explicações. Aprendo por imitação: o seu exemplo para mim é muito importante. Segundo o senhor, estou sempre a transgredir as normas e a criar outras. Sou esse génio em “potência” que se se concentrasse em algo seria melhor…

Os meus pais levaram-me ao médico e dizem que tenho ADHD, uma coisa chamada “Deficiência de Atenção com Hiperactividade”, e isso quer dizer que não paro quieto, não posso prestar atenção durante muito tempo, distraio-me facilmente e, além disso, sou hiperactivo.

O médico queria que eu tomasse Ritalin (a minha mãe recusou dizendo que as anfetaminas criam toxicodependentes). Então, ela investigou e, agora, faço coisas que direccionam a minha energia (desporto, artes marciais, Tai-chi, Yoga), e evita dar-me alimentos com açúcar ou glucose e sinto-me mais calmo.

Não gosto que me tratem como criança, talvez saiba menos de certas coisas, mas isso não significa que não saiba. Estou no meu processo.

Dê-me mais tempo para assimilar as coisas, pois aprendo de maneira diferente.

Se eu não aprendo de uma forma tradicional… porque usa sempre a mesma maneira? Quem sabe se fosse um método mais prático?

Estou sempre a perguntar… porquê? Isso não quer dizer que o estou a pôr à prova, tenho somente curiosidade. Se não souber a resposta diga-me. Não seja evasivo, guie-me para eu encontrar a resposta.

Gostaria que me incluísse quando tomasse decisões que me afectam, não sou simplesmente mais um aluno.

Gostaria que reconhecesse que sou diferente e não que me classificasse como diferente.

Não sou nem mais nem menos que o senhor. Se me explicasse para que serve o que estudamos e que para conseguir certas coisas preciso de disciplina, reagiria de maneira diferente.

Quando não me conseguir concentrar faça alguma actividade para me distrair: um jogo, música, dança… Mas não grite comigo.

indigo3Sei que muitas vezes se desespera na sala de aula pois nenhum de nós lhe presta atenção. Já se preocupou em saber o que realmente nos interessa?

Despeço-me com Amor José Manuel’

(Este texto foi escrito por José Manuel Piedrafita Moreno, Educador e Índigo Adulto. É livre de usar e divulgá-lo desde que não altere integral ou parcialmente, incluindo os créditos)

inUniverso de Luz

Muita Luz

Sara Aisha

 

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Ser criança! – um texto maravilhoso

12 DE OUTUBRO DESENHOEntão é assim no meio de uma conversa que a minha melhor amiga (é tão bom ter uma BFF depois dos 30) me diz que a mãe dela escreveu um artigo para o meu blog.  Eu fico tão feliz quando vejo gente cheia de vontade de participar, principalmente quando é uma boa surpresa!

E só me dizes isso agora?!!!! – ehehehee.

Então amigos, fiquei muito emocionada com o que li…partilho com vocês!

(vou colocar na íntegra)

“(para a Sara)

A Criança é para a maioria de nós humanos, o ser melhor que há no nosso mundo, fazendo parte integrante da harmonia da Natureza, (como o sol, o céu, o mar, etc.), conjuntamente com os outros seres do universo. Personifica a Liberdade, a Coragem, o Prazer, o Bem-estar e o Amor.

A Criança representa a Esperança num Mundo melhor! E todo o adulto se lembra que outrora foi criança, que já viveu no mundo do maravilhoso e da fantasia e das possibilidades também da evolução pessoal que a criança faz recordar.

A Criança lembra o adulto como ele próprio foi, como cresceu e se desenvolveu física e psicologicamente; o início do seu percurso de vida e de como gostaria de ter sido ainda mais tempo criança! Representa o Despertar, a Inocência, o início da experiência, da vivência de cada um, no ambiente familiar e social que conhece.

Quem foi amado na infância, foi saudável e cuidado e foi feliz (apesar de contratempos, receios e anseios transmitidos também pelos pais, avós e todo o envolvimento afetivo, familiar e social circundante) encontra nela a resistência e o apoio para enfrentar as dificuldades e os desafios da idade adulta, pois ficam para sempre, lembranças significativas, memórias (cheiros, cores, rostos, imagens…) que perduram e fazem parte do começo de vida de cada um, no meio em que nasce.

Modernamente, com o aparecimento de novas ideias e conceitos, nomeadamente da felicidade e bem-estar e, sobretudo, a partir dos séculos XIX e XX, com o aparecimento da Psicologia, entre outras disciplinas, bem como o aumento da esperança média de vida, melhorias no campo da medicina e farmácia, e sobretudo nas cidades, (porque no campo e noutras épocas, a vida familiar e social era muito diferente – a relação da família, da propriedade, do trabalho e a relação com os filhos era outra); hoje em dia, as crianças, os filhos, representam para os pais, principalmente, o concretizar dum projeto de vida, a realização de espectativas, que, por vezes, são elevadas, pois, por vezes, os pais não têm em atenção as sensibilidades e as necessidades intelectuais dos seus filhos, que não sendo bem geridas, levam à infelicidade e ao desequilíbrio emocional.

escNa sociedade atual, regra geral, os pais trabalham não só para a sua subsistência, para a sobrevivência e qualidade de vida, mas visando dar conforto e amor aos filhos, protegendo-os e ajudando-os a crescer em harmonia, física e psicologicamente. O número de filhos decresceu e os pais investem na Educação, no Amor, que muitas vezes não conseguem transmitir como gostariam pois os adultos têm os seus próprios, receios, fragilidades, são egoístas, inseguros e imaturos (não cresceram, diz-se). Muitas vezes, devido a condições laborais, os pais passam pouco tempo com os filhos, compensando-os com alguns excessos, nomeadamente dando-lhes jogos em demasia, liberdade de utilização de tecnologias informáticas, com prejuízo da vida escolar também. Estas atitudes se não forem doseadas com o incutir de responsabilidade e autonomia, prática de algum desporto e saídas ao ar livre, quando possível, podem torná-los adultos mimados e com hábitos pouco saudáveis, com prejuízo do seu desenvolvimento social, devido a uma vida demasiado sedentária e egoísta.

Na escola os professores esforçam-se por transmitir conhecimentos teóricos e práticos, procuram ajudar os alunos como podem a nível de “saber ser” e “saber estar” (atitudes comportamentais de respeito próprio e ainda de respeito e consideração pelo outro e pelo meio ambiente) mas por vezes não conseguem fazer o seu trabalho, porque o aluno não corresponde, devido a não haver entreajuda entre a escola e a família.

A Sociedade também deve olhar com atenção para os Direitos da Criança, que apesar de já estarem consagrados na lei na maioria dos países ditos civilizados, na prática, ainda não estão a ser aplicados em muitos, pois há crianças exploradas, em sofrimento e também com fome.

sesame-street-schoolApostar na Educação, na integração social, saber que os filhos não são propriedade dos pais, mas sim futuros cidadãos do Mundo, que deve ser de toda a gente, poderá ser a tarefa dos pais e educadores, operadores e intermediários, visando o crescimento e desenvolvimento equilibrado da Criança, a nível físico e mental, para que esta possa ver e usufruir da Beleza à sua volta, ser uma pessoa de bem, um ser pensante e amigo do seu próximo e do ambiente, consciente do seu papel na construção duma sociedade melhor e mais solidária para com os menos favorecidos.

E Cristo disse: “Deixai vir a mim as criancinhas porque delas é o reino dos céus…”.

O Futuro é da Criança e educar para a Saúde, com Amor, Amizade, sensibilidade e bom senso, é o melhor caminho para que a sociedade possa ser mais livre e todos os cidadãos possam viver em paz, numa sociedade  que se quer mais justa e harmoniosa.

(Anabela Andrade – professora aposentada)

Muita Luz

Sara Aisha

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Bem vindos!

largeSe um dia me perguntassem…e que tal escrever para crianças?

Eu responderia: -Não! Não tenho jeito nenhum!

Então se hoje estou aqui é porque algo mudou.

Na verdade admito que é uma forma dissimulada de falar com elas, pois é através dos pais que pretendo passar a mensagem, talvez porque acredito neles como os eternos orientadores, se bem que nos dias de hoje se sintam muitas vezes bastante desorientados.

Aviso que não tenho nenhuma especialização, nem nenhum curso de pedagogia ou psicologia infantil, a minha formação vem de quase 7 anos como mãe. Vem de aulas que acontecem dia a dia, de novos exames e desafios que me são lançados, e deste trabalho diário de criar laços firmes e saudáveis com o meu filho.

Acredito que qualquer mãe ou pai idealizem que o seu filho será perfeito. Também acredito que todos temos consciência que ninguém é perfeito, mas existe uma vontade tão romântica de fazermos tudo certo para criar crianças educadas, inteligentes e acima de tudo felizes, que quando percebemos que não é bem assim somos completamente apanhados desprevenidos.

Desde sempre que me questiono se sou boa mãe. E por mais que os outros assegurem que sim, enquanto não me convenço disso, a resposta dentro de mim não chega. Mas quem não se questiona sobre isto de vez em quando? Eu penso que enquanto nos questionarmos é sinal que estamos preocupados em evoluir, e ficando assim mais preparados para dar todo o apoio para que os nossos filhos crescem crianças felizes e de bem com a vida.

Muita luz!