TOD – Transtorno de Oposição e Desafio – sabe o que é? – 4ª parte

pais-o-que-nao-dizer-aos-filhosOlá amigos, sei que demorei um pouco a terminar esta temática, mas hoje deixo aqui as últimas considerações sobre o TOD.

A verdade é que sei que muita gente nunca tinha ouvido falar neste transtorno, eu inclusive, mas é sempre bom conhecer novas abordagens, novas teorias, e novas soluções quando os mais pequenos são um autêntico desafio.

Eu costumo dizer que o meu filho é um grande desafio…mas na realidade eu acho que qualquer filho representa uma parte desafiante da nossa vida que acaba por ser um desfio connosco mesmos!

Cada criança à sua maneira exige dos pais uma educação baseada no amor e no respeito, e isso é definitivamente um desafio. Ser pai e mãe é saber sermos nós e sabermos ser aquilo de tão importante que somos para eles.

Muita vezes quando olho para o meu filho, sei que para ele sou aquilo que a minha mãe é para mim…e aí cai um peso de responsabilidade emocional!

Vamos ao TOD?

Tratamento:

Se verificar no seu filho um comportamento constante com os sintomas já indicados, procure a ajuda e avaliação de um terapeuta. Com o seu auxilio vão poder criar um quadro onde se enquadre a sua criança e com isso estipular as melhores medidas para que possa ajudar o seu filho da melhor forma.

Certamente que irá apresentar um conjunto de técnicas que ajudaram a mudar alguns comportamentos do seu filho.

Tente fazer a ponte com a escola, falando com professores de modo a que o seu filho rebelde. comece a ser encarado como uma criança que necessita de uma abordagem pedagógica diferente.

Uma boa técnica para ajudar os seus filhos, é com quadros de objetivos.

Regras para lidar com estas crianças:

–    FALE DE PERTO COM A CRIANÇA
–    REGRAS DEVEM SER SIMPLES E AS ORDENS CLARAS
–    PEÇA À CRIANÇA PARA REPETIR AS ORDENSrecompensa
–    NUNCA ORDENE EM FORMA DE PERGUNTA
–    NÃO DÊ ESPAÇO PARA UMA NEGATIVA
–    NÃO CONVERSE NA HORA DA RAIVA
–    ELOGIO E RECOMPENSA SÃO SEMPRE MAIS ADEQUADOS QUE A PUNIÇÃO PARA MODIFICAR COMPORTAMENTOS, MAS ISTO DEVE SER PLANEJADO COM ORIENTAÇÃO DE UM PROFISSIONAL CAPACITADO.
–    AS RECOMPENSAS NÃO PRECISAM SER MATERIAIS, EXIGINDO GASTOS
–    NÃO TENHA MEDO DE DIZER NÃO
–    TOLERE A FRUSTRAÇÃO DE SEU FILHO
–    REFORCE PEQUENOS AVANÇOS DE COMPORTAMENTOS ADEQUADOS
–    CONCEDA A SEU FILHO O DIREITO DE COMETER ERROS
–    CONCEDA A SI MESMO O DIREITO DE ERRAR E NUNCA DESISTA

 

Leia ainda a 1ª parte , 2ª parte e 3ª parte deste artigo.

 

Muita Luz

TOD – Transtorno de Oposição e Desafio – sabe o que é? – 3ª parte

alienao-parental-1-05Olá amigos, cá estou eu de volta para mais um bocadinho de TOD.

Não se entretanto algum de vocês já pesquisou um pouco sobre este tema e se quer dar a sua opinião! Isso seria tão bem vindo!

Gosto tanto quando participam! Grande parte de quem passa por aqui comenta os artigos pessoalmente ou em mensagens privadas, mas encham-se coragem! Não se esqueçam que por vezes as nossas questões também podem ser as dos outros!

TOD? Sim vamos lá?

Nesta primeira abordagem comecei por identificar os comportamentos que podem sugerir este transtorno. Relembro que quaisquer diagnósticos deverão ser efetuados por um profissional, mas com uma pequena ajuda podemos aprender a identificar algo nos nossos filhos e com isso procurar as melhores opções.

Quando se verifica?

Segundo o que consegui apurar, este transtorno é mais comum entre os 4 e os 12 anos idade e atinge maioritariamente meninos. Costuma-se dizer que os homens se querem porcos e maus? Pois não, eu voto em homens que começam por ser meninos respeitadores, seguros de si e giraços 😉

Meninos ou meninas?

A verdade é que é mais fácil identificar este comportamento nos meninos, pois tornam-se mais agressivos, batendo com mais facilidade que as meninas, tendo comportamentos mais desviantes: fugir de casa, faltar as aulas, roubar 😦

Este comportamento como já foi dito inicialmente tem que ser persistente e demonstrar uma constante agressividade, para não ser confundido com as birras, os nãos e as oposições que são típicas de qualquer criança.

Por isso se o seu filho passa a vida a ir contra as regras de sociedade, bom, se calhar é preciso parar, respirar, pensar, avaliar e decidir. Tudo menos entrar num circulo vicioso de gritos e castigos, que no fundo podem não estar a ajudar ninguém!

O que causa?

site46Nos estudos e casos que se têm verificado, os fatores causais para este transtorno são os fatores ambientais: família, escola, colegas, amigos! E aqui poderíamos desenvolver um tema muito extenso não é verdade?

– ambiente familiar instável – alienação parental, abusos sexuais, violência.

– ambiente escolar instável – bulling, professor agressivo.

Eu acho este assunto muito delicado. Porque é aqui que os pais têm que compreender onde são responsáveis pelo comportamento dos filhos! Eu sei que é difícil assumir responsabilidades, e sei que a maioria dos pais faz de tudo para garantir uma educação feliz e capaz para os seus filhos. Mas a questão é: será que estamos a fazer o correto? Será que estamos a fazer o necessário?

Vamos ficar a pensar nisso por hoje?

 

Entretanto passem por aqui e vejam dicas úteis e boas nisto de ser bom pai e mãe!

 

Leia ainda a 1ª parte e a 2ª parte deste artigo.

 

Muita Luz

TOD – Transtorno de Oposição e Desafio – sabe o que é? – 2ª parte

1406503_25430541Olá amigos, depois de vos ter deixado a pensar sobre esta tema da birra, da zanga, do dizer não e da diferença, acho que estamos prontos para seguirmos em frente e aprofundar este tema que acredito seja do interesse de muitos.

Educar uma criança não é fácil! Eu acho que é o maior desafio da nossa vida e aquela que nos ensina mais sobre nós próprios.

Uma vez com uma pessoa que tive a felicidade que se cruzasse na minha vida, confidenciou-me que quando ele e a mulher souberam que iam ser pais começaram como qualquer futuro pai e mãe que se preze a imaginar como ia ser tão perfeito!

Ele ia ser como eles imaginaram, ia estudar onde eles achavam, ia gostar disto e daquilo, e depois? Bom depois claro que depois nasceu um belo ser humano que como todos os outros é uma pessoa singular! É um grande choque! é complicado lidar e por vezes até aceitar o quanto diferente ele saiu! Mas não há nada melhor na vida que um filho para nos ensinar os valores da: tolerância, aceitação, amizade, paciência!!!!! e acima de tudo…o amor incondicional!

Agora vamos ao TOD:

nota: para qualquer diagnóstico deverá ser consultado um especialista.

 

O que é TOD – Transtorno de Oposição e Desafio?

Para que se possa identificar este transtorno numa criança, deverão registar-se pelo menos por um período de 6 meses os seguintes critérios!

  • Comportamento:
    negativista;
    desafiador;
    desobediente e hostil com as figuras de autoridade (aqui englobamos adultos – pais, avós, professores, etc.)
  • Comportamento:
    perder facilmente a paciência;
    discutir com os adultos;
    desafiar constantemente e ativamente como também desobedecer com frequência às regras impostas pelos adultos; fazer deliberadamente coisas que aborrecem os outros
    responsabilizar os outros pelos seus erros e pelo seu mau comportamento;
    ficar aborrecido com frequência por causa das outras pessoas;
    mostrar raiva e ressentimento
    ser rancoroso ou vingativo

Estes comportamentos devem ser avaliados junto de adultos ou de indivíduos que a criança conheça bem. São essas pessoas que ele vai estar constantemente a tentar ultrapassar os limites e a desafiar.

Acredito e sei que à primeira vista vamos conseguir identificar estes comportamentos em qualquer criança, mas são em situações pontuais. Agora e se como se costuma dizer na gíria popular, ” quando já não é defeito é feitio“.

Há crianças que efetivamente entram nesta espiral e que mais tarde perpetuam este tipo de comportamento hostil que podem trazer grandes desvantagens na sua vida emocional e social. Além disso é um eterno braço de ferro com a família, com os professores.

O aproveitamento escolar é reduzido, a relação com os pais é dificultada diariamente. Estão sempre a ser testados limites, parece não haver uma maturidade para aprender a ultrapassar a frustração, ou mesmo para se responsabilizar dos seus erros.

Afinal de onde vem isto?

Amanhã conversamos de novo! E enquanto isso mais um vídeo esclarecedor!

Leia ainda a 1ª parte deste artigo.

 

Muita Luz

Como lidar com um Indígo

reiAmigos, tendo eu reparado na importância que este tema tem tido junto de vocês, volto a ele com mais algumas ideias que acredito serem importantes reter para lidarmos da melhor forma com as nossas crianças Indigo.

São crianças que se apresentam como um desafio para todos nós e por isso merecem toda a nossa atenção e compreensão para juntos evoluirmos de forma harmoniosa e feliz, e com sensação de dever cumprido.

O que fazer ( para crianças e adolescentes)

1-  Quando  lhe fizer uma pergunta diga-lhes a verdade: além de qualquer pessoa merecer uma resposta real, eles facilmente compreendem se estamos a enganá-los e com isso identificam uma fraqueza nossa e começam a usar isso me seu favor.

2- Não tenham divergências de casal em frente a elas, isso também se aplica a qualquer criança, mas o Indigo também pode aproveitar isso para manipular os pais a seu favor. Eles percebem bem o que se passa entre os pais, e apesar desta sua habilidade, eles não gostam de assistir a discussões ou violência.

3- Nunca os humilhe, tente não ser arrogante com eles. O tratamento deve ser sempre carinhoso. Com isto não significa que não seja firme ou que não estabeleça limites, sim deverá fazê-lo mas de forma a que ele se sinta respeitado como ser que é. Não seja também muito autoritário, não dê ordens sem razão, isso vai fazer com que automaticamente ele se recuse a cumprir as suas ordens. É preciso saber estabelecer estes limites e ires ajustando-os conforme a idade e a situação para desta forma se promover correctamente o crescimento emocional e espiritual da criança. É ser firme e justo ao mesmo tempo.

4- Seja o mais orientador possível. O Indígo por vezes tem dificuldade em ser autónomo, em vez de fazer as coisas por ele, ou lhe dizer tudo, seja um motivador para que ele aprenda a procurar as suas soluções. Dê-lhe opções, explique o porquê dessas opções, assim ele vai começar a ter uma forma de agir mais estratégica.

5-  Mesmo ainda em bebé, fale com ele, explique-lhe o que está fazendo para ele e com ele. Ele vai sentir que lhe está  a dar atenção e fica cheio de vontade de lhe retribuir esse carinho. Utilize uma linguagem carinhosa e calma, pois também o vai ajudar a desenvolver a fala.

6- Não o critique pela negativa, tente apoiá-lo o mais possível, faça com que compreenda os seus erros para perceber como se podem resolver e não se tornarem bloqueios emocionais. E com isso tente não forçar um tema que de não gosta mesmo, ajude a encontrar opções que se encaixem mais à sua personalidade. Deixe que eles tenham os seus projetos para não se tornarem em seguidores. Evite os castigos de: o homem mau vem-te buscar se não comeres a sopa! Ele rapidamente vão perceber que esse homem não existe.

Indigo_Child17- Evite a raiva, os gritos, isso vai fazer com a criança tenha medo de si em vez de se sentir protegida. Se a repreender deixa que ela pense sobre o assunto e o avalie, e quando todos estiverem mais calmos, fale com ela, explique que a atitude não foi correta e que se deve fazer de outra forma. Por mais que seja complicado, tente sempre estar o mais tranquilo possível. Não puna tanto, punir faz florescer o sentimento de culpa, repreenda a atitude, mão a criança, pois isso responsabiliza.

8 – Não discuta sobre ele à frente dele pois ele vai querer participar na discussão. Ou mesmo sobre outro assunto, ele vai sempre querer dar o seu palpite mesmo que não tenha nada a ver com ele.

 

Na escola:

“As turmas do índigo devem ser pequenas e o professor não deve ser um superior, mas um aliado. Uma maneira de trazer a atenção do índigo é lhe passar tarefas significativas, papéis de responsabilidade. Ele deve ser convidado para ser o monitor, um auxiliar do professor e jamais deve ser repreendido em público, muito menos de maneira estúpida ou severa.”

Carta de um aluno Indigo a um professor:

Olá e obrigado por ler a minha carta.

Eu sou aquela criança que normalmente não pára quieta na carteira, e a quem está sempre a dizer para se calar. É que, às vezes, eu entendo as coisas antes do Senhor acabar de explicar a matéria e, se tem de repetir, aborreço-me.

Às vezes posso ser muito mal-educado ou explosivo para chamar a atenção. Gosto de falar de temas que o senhor “acredita” não serem para a minha idade. Está sempre a dizer aos meus pais que não consigo aprender, no entanto, se alguma coisa me interessa aprendo facilmente, mas quando já tenho conhecimentos suficientes ponho de lado porque me aborreço.

Não contesto a autoridade, mas o entendimento e as explicações. Aprendo por imitação: o seu exemplo para mim é muito importante. Segundo o senhor, estou sempre a transgredir as normas e a criar outras. Sou esse génio em “potência” que se se concentrasse em algo seria melhor…

Os meus pais levaram-me ao médico e dizem que tenho ADHD, uma coisa chamada “Deficiência de Atenção com Hiperactividade”, e isso quer dizer que não paro quieto, não posso prestar atenção durante muito tempo, distraio-me facilmente e, além disso, sou hiperactivo.

O médico queria que eu tomasse Ritalin (a minha mãe recusou dizendo que as anfetaminas criam toxicodependentes). Então, ela investigou e, agora, faço coisas que direccionam a minha energia (desporto, artes marciais, Tai-chi, Yoga), e evita dar-me alimentos com açúcar ou glucose e sinto-me mais calmo.

Não gosto que me tratem como criança, talvez saiba menos de certas coisas, mas isso não significa que não saiba. Estou no meu processo.

Dê-me mais tempo para assimilar as coisas, pois aprendo de maneira diferente.

Se eu não aprendo de uma forma tradicional… porque usa sempre a mesma maneira? Quem sabe se fosse um método mais prático?

Estou sempre a perguntar… porquê? Isso não quer dizer que o estou a pôr à prova, tenho somente curiosidade. Se não souber a resposta diga-me. Não seja evasivo, guie-me para eu encontrar a resposta.

Gostaria que me incluísse quando tomasse decisões que me afectam, não sou simplesmente mais um aluno.

Gostaria que reconhecesse que sou diferente e não que me classificasse como diferente.

Não sou nem mais nem menos que o senhor. Se me explicasse para que serve o que estudamos e que para conseguir certas coisas preciso de disciplina, reagiria de maneira diferente.

Quando não me conseguir concentrar faça alguma actividade para me distrair: um jogo, música, dança… Mas não grite comigo.

indigo3Sei que muitas vezes se desespera na sala de aula pois nenhum de nós lhe presta atenção. Já se preocupou em saber o que realmente nos interessa?

Despeço-me com Amor José Manuel’

(Este texto foi escrito por José Manuel Piedrafita Moreno, Educador e Índigo Adulto. É livre de usar e divulgá-lo desde que não altere integral ou parcialmente, incluindo os créditos)

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